- Ratinho Júnior, governador do Paraná, desistiu de concorrer à Presidência, abrindo espaço para alianças entre siglas.
- Ronaldo Caiado, governador de Goiás pelo PSD, aparece como pré-candidato apoiado pela federação PSD-PP, com Kassab mediando o processo.
- Gilberto Kassab já conversou com Ciro Nogueira e Antônio Rueda para viabilizar a aliança e indicar o vice.
- A chapa apontada por Kassab, Nogueira e Rueda seria Caiado na cabeça e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como vice.
- Desafios incluem a fragmentação dos três partidos e a falta de coesão nacional, com muitos integrantes favoráveis à reeleição de Lula em estados como Bahia, Piauí e Ceará.
A desistência de Ratinho Júnior de concorrer à Presidência alterou a formação da federação entre PSD e PP. Ronaldo Caiado, hoje no PSD, busca abrir caminho para uma chapa com o Centrão, visando fortalecer sua candidatura.
Parte dos protagonistas já sinaliza apoio à mudança. Kassab recebeu sinal verde para dialogar com Ciro Nogueira e Antônio Rueda, presidentes do PP e do União Brasil, respectivamente, sobre uma possível aliança pró-Caiado.
A definição ocorreu após Ratinho Júnior anunciar a retirada, na tarde de segunda-feira (23). Kassab então conversou com os dois rivais para viabilizar uma chapa de Caiado com a vice.
Avanço estratégico
A candidatura de Caiado passa a contar com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) para o posto de vice, segundo tratativas entre Kassab, Nogueira e Rueda. A escolha confronta a ideia inicial de neutralidade de União Brasil e PP.
A situação enfrenta resistência interna. União Brasil, PP e PSD enfrentam fragmentação por falta de coesão nacional, e há registro de alinhamento de muitos quadros à reeleição de Lula, sobretudo em estados como Bahia, Piauí e Ceará.
Análise e cenários
Parte do PT vê Caiado como opção da chamada terceira via, com disputa focalizada entre Lula e Flávio Bolsonaro. A leitura interna sugere que Caiado disputaria votos contra o bolsonarista, não apenas contra Lula, no primeiro turno.
Há ainda a possibilidade de Kassab favorecer a neutralidade ou apoio indireto a Lula, dependendo do desenho da campanha. A leitura entre aliados observa o cenário como um todo, antes de decisões na segunda metade da eleição.
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