- O senador Sergio Moro, pré-candidato ao governo do Paraná, insinuou, sem apresentar provas, que a eleição de 2022 não teria sido legítima, durante a filiação ao Partido Liberal (PL).
- Moro citou que o presidente da República atual estaria “do lado dos criminosos” e minimiza o crime, ao lado de Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto.
- Não foi apresentada evidência para sustentar a acusação de irregularidade na vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro.
- Moro começa a disputa estadual com posição de favorito, em meio à indefinição sobre a candidatura que representará o governador Ratinho Junior no pleito.
- A filiação de Moro ao PL marca retorno ao bolsonarismo; ele teve papel relevante na operação da Lava Jato que ajudou a vitória de Bolsonaro em 2018.
O senador Sergio Moro, pré-candidato ao governo do Paraná, abriu as falas na filiação ao PL nesta terça-feira 24 para questionar a legitimidade da vitória de Lula sobre Bolsonaro em 2022. A declaração, sem apresentar provas, ocorreu durante a cerimônia de filiação do ex-juiz da Lava Jato ao partido.
Moro associou a gestão atual a uma suposta proximidade com criminosos e minimização de crimes, sem citar evidências que sustentem a alegação. O senador esteve acompanhado de Flávio Bolsonaro e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
A filiação de Moro ao PL marca sua entrada formal no bolsonarismo, após histórico de atuação ligada ao espectro da direita radical. O gesto ocorre em meio a a indefinição sobre quem disputará o governo do Paraná contra o atual governador Ratinho Junior, do PSD, que encerra o segundo mandato em dezembro.
Contexto político e jurídico
Moro passa a integrar o time do PL, consolidando uma ponte com o grupo que apoiou Bolsonaro em diferentes momentos. Em 2018, ele teve papel central na vitória de Bolsonaro na eleição presidencial, a partir de ações judiciais de sua autoria.
O cenário eleitoral de 2022, com Lula sob impugnação judicial e disputas sobre a validade de processos, é rodeado por decisões do STF que impactaram condenações e a recuperação de direitos políticos de Lula. A timeline envolve from de decisões sobre casos da Lava Jato e acordos de leniência.
Em 2021, o STF anulou condenações de Lula na Operação Lava Jato, reconhecendo a incompetência da Justiça de Curitiba e a suspeição de Moro. Em 2023, ministros discutiram aspectos da condução de delações premiadas ligadas à operação, influenciando a percepção pública sobre o tema.
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