- A Coalizão Global, liderada pelo Ministério da Saúde, lançou a primeira chamada de propostas sobre dengue para fortalecer produção local e regional, com foco em vacinas, diagnósticos e tratamentos para populações vulneráveis.
- A iniciativa, um legado da presidência brasileira do G20, visa identificar projetos que criem redes globais sustentáveis e reduzam falhas no fornecimento de insumos de saúde.
- O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a vacina do Butantan é uma esperança, mas que ainda há desafios em produção, diagnóstico e tratamento, ressaltando a importância de parcerias internacionais.
- Em paralelo, o Brasil assinou uma Carta de Intenções com o International Vaccine Institute para desenvolver e produzir vacinas e tecnologias em saúde, com financiamento do BRIGHT Fund.
- A Coalizão reúne governos, organizações internacionais, setor privado, academia e sociedade civil, com apoio da Organização Mundial da Saúde e atuação da Fiocruz como secretariado executivo para ampliar produção regional e acesso a tecnologias de saúde.
Fortalecer a produção local e regional de produtos de saúde, promover inovação tecnológica e reduzir desigualdades globais no acesso à saúde são os objetivos da primeira chamada de propostas sobre dengue da Coalizão Global para a Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo. O lançamento ocorreu nesta terça-feira (24), no Rio de Janeiro, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e tem a Fiocruz como secretariado executivo.
A iniciativa, criada sob a liderança do Ministério da Saúde, busca identificar projetos que fortaleçam redes globais sustentáveis para fornecer vacinas, terapias e diagnósticos a populações vulneráveis. Padilha destaca a dengue como prioridade e aponta que o Brasil já tem a vacina do Butantan, mas enfrentam desafios de produção, diagnóstico e tratamento, que podem ser fortalecidos por parcerias internacionais.
A Coalizão é multissetorial e envolve governos, organismos internacionais, setor privado, academia e sociedade civil. Os apoiadores ressaltam a importância de reduzir falhas no fornecimento de insumos de saúde, especialmente em países do Sul Global, por meio de maior cooperação e inovação.
Chamada de propostas e parcerias estratégicas
A primeira chamada visa projetos de alto impacto que atendam a necessidades locais, nacionais ou regionais. Podem se candidatar governos, organizações internacionais, empresas públicas e privadas, e organizações sem fins lucrativos. A seleção busca propostas com potencial de replicação em outros contextos e cooperação entre inovação, produção e acesso.
Acordo com o International Vaccine Institute
Ainda no Rio, Padilha assinou uma Carta de Intenções com o International Vaccine Institute (IVI) para desenvolvimento e produção de vacinas e outras tecnologias em saúde. O acordo prevê financiamento pelo BRIGHT Fund, fundo internacional que apoia pesquisas para acelerar o desenvolvimento e a comercialização de tecnologias em saúde em países de baixa e média renda.
Visão global para produção de vacinas
O IVI atua como plataforma neutra de cooperação técnica, apoiando transferência de tecnologia para ampliar a produção local no Brasil. Em 2024, contribuiu com a transferência de tecnologia da vacina contra dengue desenvolvida pelo NIH para o Butantan, facilitando estudos clínicos.
O ministro Padilha aponta que o Brasil aumenta a capacidade nacional com esse tipo de parceria, tornando vacinas mais acessíveis. Já Jerome Kim, diretor do IVI, afirma que o fundo conjunto pode financiar vacinas, medicamentos e testes, atendendo países com menor renda.
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