- O governo pretende criar prioridade para avançar o debate sobre o fim da escala 6 por 1, buscando estabelecer dois dias de descanso por semana nas jornadas formais.
- Um ministro disse que, se o tema não avançar até abril, o governo enviará ao Congresso um projeto em regime de urgência, com 45 dias para análise em cada Casa.
- A articulação é de associar a pauta ética a propostas positivas, combinando o tema do escândalo Master com outros desdobramentos, como investigações sobre o INSS.
- O Planalto planeja lançar uma agenda voltada aos trabalhadores das classes C, D e E, consideradas prioridades pelo PT nas eleições.
- O governo também pretende incentivar a fiscalização de preços de combustíveis, estimulando denúncias de aumentos abusivos fora da métrica do mercado e da Petrobras.
O Palácio do Planalto tem ciência de que o escândalo conhecido como Master e suas implicações para o Supremo Tribunal Federal devem figurar na pauta eleitoral deste ano, sem que o tema domine toda a campanha. A ideia é, porém, manter o foco em propostas que possam agregar apoio popular.
Segundo interlocutores do governo, o objetivo central é avançar a discussão sobre a possibilidade de fim da escala 6 por 1, com a adoção de dois dias de descanso por semana no trabalho formal. A medida seria apresentada como resposta a demandas por melhoria de condições laborais.
Guilherme Boulos, secretário-geral da Presidência, afirmou em entrevista ao Frente a Frente, nesta segunda-feira, que o governo pode enviar projeto com urgência ao Congresso se o tema não avançar até abril. Cada Casa terá até 45 dias para analisar a proposta.
A estratégia é combinar a pauta ética com temas que gerem apoio político, incluindo a disputa narrativa sobre o Master e outras apurações, como desvios no INSS, sem abandonar pautas de governo. O objetivo é ampliar o leque de propostas para classes C, D e E.
Paralelamente, o Planalto pretende ampliar a fiscalização de preços de combustíveis para coibir aumentos abusivos. A ideia é estimular denúncias de consumidores e da imprensa contra estabelecimentos que extrapolem a variação de mercado.
Essa atuação envolve a pressão para que a Petrobras mantenha o repasse das oscilações internacionais apenas dentro de limites competitivos, evitando distorções no custo ao consumidor final. A expectativa é melhorar a percepção pública sobre políticas de preços.
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