- Os trabalhadores da Administração de Segurança de Transportes (TSA) entram na sexta semana sem pagamento, com o governo em shutdown (fechamento) do Departamento de Segurança Interna (DHS).
- Mais de quatrocentos agentes da TSA já deixaram o emprego desde o início do shutdown, e, no domingo, cerca de 3.450 oficiais ligaram para faltar, com quedas de até quarenta por cento em alguns aeroportos.
- O presidente Donald Trump enviou agentes do Immigration and Customs Enforcement (ICE) a 14 aeroportos diferentes para ajudar nos controles de segurança.
- A oposição parlamentar exige reformas do ICE e não pagará o DHS até que haja acordo, citando preocupações sobre operações de imigração e violações de leis e ordens judiciais.
- Trabalhadores da TSA dizem que a presença de agentes do ICE desmoraliza o grupo e destacam a necessidade de pagamento para lidar com custos de vida, como combustível e aluguel.
O uso de agentes de imigração em voos e o sexto mês sem pagamento
Funcionários da TSA vivem a cada dia a incerteza de ficar sem salário. O governo sustenta um fechamento do DHS, enquanto o Congresso discute como reabrir a agência. A última semana trouxe a entrada de agentes do ICE em aeroportos para atuar na segurança.
Mais de 400 profissionais da TSA já pediram demissão desde o início do shutdown, segundo dados oficiais. Em uma manhã de domingo, cerca de 3.450 agentes atenderam chamadas sem presença. Em alguns locais, até 40% estavam ausentes por não receberem remuneração.
O impasse envolve republicanos no Senado e democratas, com o governo tentando reabrir o DHS. Em meio aos debates, Donald Trump enviou agentes do ICE a 14 aeroportos para apoiar a segurança, conforme relatos da imprensa.
Ações em jogo
A TSA critica a medida de usar agentes do ICE, alegando falta de treinamento específico em segurança aeroportuária. Líderes sindicais destacam que TSA trabalha com rigor técnico para detectar explosivos e ameaças, com certificação contínua.
Antoinette Wade, presidente da seção local da AFGE, destaca que o ICE não possui qualificação para as funções de segurança em aeroportos. Ela afirma que a mudança impacta a moral dos trabalhadores que não recebem salário.
A AFGE representa milhares de funcionários da TSA e reforça que o custo de vida elevado, com gasolina e aluguel, agrava o pânico de não ter pagamento. Wade relata que muitos usaram empréstimos para dias sem renda.
Reações e panorama político
Democratas dizem que só liberam recursos se houver reformas no ICE, citando incidentes envolvendo imigração que geraram críticas judiciais. No meio, o Senado discute caminhos para financiar a DHS sem o ICE, ou com mudanças.
John Thune, líder da maioria, discutiu uma solução bipartisan, mas Trump rejeitou o acordo, segundo veículos de cobertura política. A posição envolve abrir financiamento do DHS e depois tratar de uma reconciliação para o ICE.
Wade aponta que o período atual se mostra mais intenso do que o fechamento anterior, com trabalhadores tentando manter contas em dia e famílias enfrentando custos crescentes. O clima é de incerteza quanto ao pagamento.
Os governos federal e estadual têm ressaltado que a logística de voos permanece sob pressão, com filas maiores e atrasos em pontos de controle. O foco permanece na necessidade de reestabelecer o funcionamento normal do DHS.
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