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Frota chinesa de mineração em alto-mar pode rastrear submarinos dos EUA

Frota chinesa de pesquisa em fundos marinhos usa pouco tempo em áreas licenciadas e atua em mares estratégicos, levantando suspeitas de fins militares

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  • A Mongabay e a CNN acompanharam oito navios estatais chineses de pesquisa em mineração em alto-mar e constataram que apenas cerca de seis por cento do tempo total de navegação ocorreu em áreas licenciadas pela Autoridade Internacional dos Fundo do Mar; o restante ocorreu em águas militarmente estratégicas.
  • Muitos dos navios estão ligados à Marinha da China, costumam atracar em portos com ligações militares, já passaram pelas zonas econômicas exclusivas de outros países e desligaram o AIS, o que dificulta o rastreamento.
  • Embora não haja prova de que haja uso militar, os especialistas apontam sinais de missão de uso dual, com potencial objetivo estratégico além da pesquisa científica.
  • A China se posiciona como líder em mineração do fundo do mar e os Estados Unidos aceleram a busca por áreas no leito oceânico, com um fundo de investimento de 12 bilhões de dólares para fortalecer o acesso a minerais críticos; as Ilhas Cook aparecem como foco da competição.
  • Críticos alertam que a mineração em alto-mar pode causar danos irreversíveis aos ecossistemas marinhos, tema que pode sair em vantagem na disputa geopolítica entre China e EUA.

Em investigação conjunta, a Mongabay e a CNN apuram que oito navios estatais chineses dedicados a pesquisas de mineração em alto-mar passaram pouco tempo nas áreas designadas pela ISA para exploração, mas passaram grande parte do tempo em águas estratégicas militares. Oiti navega em zonas sensíveis, longe de áreas autorizadas para mineração profunda.

Os navios estão ligados a entidades ligadas ao Exército de Libertação Popular e costumam atracar em portos com vínculos militares. Alguns já teriam cruzado zonas econômicas exclusivas de outros países e já reduziram a transmissão de seus sinais AIS, abrindo dúvidas sobre objetivos além da pesquisa científica. As evidências sugerem uso dual, com possíveis funções militares.

Com a China posicionando-se como líder em mineração de fundo do mar, Washington acelera a investida para acessar áreas do leito marinho e reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros de minerais críticos. A Cook Islands é apontada como um hotspot de acirramento entre EUA e China.

Caminhos da investigação

A análise de dados de rastreamento de embarcações mostrou que as oito unidades passaram apenas cerca de 6% do tempo total em áreas de exploração autorizadas pela ISA. O restante das atividades ocorreu em águas militarmente estratégicas, como perto de Guam e de zonas de disputa com Taiwan.

Especialistas afirmam que o padrão de operação pode indicar interesse em mineração de recursos com finalidade de obter inteligência militar./Navegadores, analistas e especialistas ouvidos pela apuração mencionam a coleta de informações úteis para monitorar submarinos, cabos de telecomunicações e rotas marítimas sensíveis.

A ISA, órgão responsável pelas áreas de exploração, informou por e-mail que o uso de recursos e a proteção ambiental estão previstos em normas da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. A China não respondeu diretamente às perguntas sobre as atividades das embarcações e possíveis usos militares.

Implicações geopolíticas e ambientais

Estudos independentes destacam impactos ambientais de exploração em grande escala. Pesquisas publicadas em 2025 mostraram queda na abundância de animais e recuperação incompleta após testes de mineração subaquática, o que gera preocupação entre ambientalistas.

Enquanto o debate se intensifica, críticos afirmam que as potências buscam dominar cadeias de minerais críticos. Defensores da mineração afirmam que metais como níquel e cobalto são difíceis de obter em terra e defendem benefícios tecnológicos, como baterias de veículos elétricos, desde que haja salvaguardas ambientais.

Alguns especialistas salientam que, além do interesse econômico, a questão envolve estratégia militar e segurança de infraestrutura oceânica. Nesse cenário, Estados Unidos e China intensificam ações para ampliar ou conter o acesso às riquezas do leito marinho, sob vigilância de organismos internacionais.

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