- O chefe do Exército paquistanês, Asim Munir, ligou para o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir negociações entre EUA e Irã.
- Diplomatas dizem que EUA e Irã poderiam se reunir em Islamabad ainda nesta semana para discutir o fim do conflito.
- Ainda não há confirmação oficial de que Islamabad será o local das negociações, e não houve acordo formal entre as partes.
- O premiê paquistanês, Muhammad Shehbaz Sharif, conversou na segunda-feira com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, destacando a necessidade de desescalada, diálogo e diplomacia.
- Fontes destacam que o líder parlamentar iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, é visto como provável negociador iraniano, mas ele negou relatos sobre negociações diretas.
Pakistan busca mediación para negociações entre EUA e Irã após liga entre Trump e o chefe do Exército
O Exército paquistanês informou ter iniciado contatos visando facilitar negociações entre Washington e Teerã, após a confirmação de uma ligação entre o ex-presidente Donald Trump e o chefe militar Asim Munir, no domingo, para discutir o conflito na região. A comunicação ocorreu em meio a rumores de que Washington e Irã avaliam encontros em Islamabad ainda nesta semana.
Fontes diplomáticas ressaltaram que as negociações podem ocorrer na capital paquistanesa, com um possível formato de diálogo para encerrar o conflito iniciado há quase um mês. Ainda não houve confirmação oficial de Islamabad como sede das tratativas, nem de participação iraniana, nem de agenda definida.
O porta-voz do governo paquistanês informou que o vice-presidente dos EUA, JD Vance, poderia assumir como principal negociador americano, caso as negociações avancem, em detrimento de interlocutores como Steve Witkoff ou Jared Kushner. Também circulam relatos sobre a possibilidade de o enviado regional para o Oriente Médio, anteriormente, participar das conversas.
Em resposta ao telefonema entre Trump e Munir, o primeiro-ministro paquistanês, Muhammad Shehbaz Sharif, manteve contato com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na segunda-feira. Um comunicado oficial destacou concordância quanto à necessidade de desescalada, diálogo e diplomacia.
Iranianos ouvidos no assunto indicaram que o presidente da Assembleia Nacional Iraniana, Mohammad Bagher Ghalibaf, seria o nome mais provável para liderar eventuais negociações de Teerã, embora tenha descartado conversas diretas com Washington. Persistem desconfianças sobre a confiança na veracidade de avanços.
Uma fonte diplomática iraniana afirmou que não há confiança na parte norte-americana e que, dessa forma, não aceitariam Witkoff ou Kushner como negociadores. Mesmo assim, há relatos de comunicação entre países vizinhos para facilitar aproximações.
Alguns passos indicados envolvem países do Golfo e aliados de Islamabad, com menções de Omã, Turquia e Egito como interlocutores. As partes também buscam manter relações regionais estáveis, diante de impactos econômicos herdados do conflito.
Paquistão enfrenta impactos econômicos pela guerra, já que o tráfego pelo estreito de Hormuz figura entre suas principais rotas de importação de óleo e gás. Fontes oficiais apontam esforços para evitar maior pressão sobre o abastecimento interno.
O ministério das Relações Exteriores paquistanês afirmou que Islamabad está disponível para sediar reuniões, desde que haja vontade das partes de dialogar e buscar a paz regional. O governo norte-americano não comentou diretamente as reportagens sobre as negociações em Islamabad.
Observação
A matéria evita confirmar datas específicas ou confirmar a presença de representantes iranianos, mantendo o foco em informações já divulgadas e reconhecidas por fontes oficiais ou bem posicionadas.
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