- Em novembro de 2025, durante prisão domiciliar, Jair Bolsonaro tentou romper a tornozeleira com um ferro de solda; o alerta foi registrado às 0h07 pelo Centro Integrado de Monitoração Eletrônica.
- A ação levou à remoção da prisão em domiciliar, prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e início da execução da pena em regime fechado; ele já havia sido condenado a 27 anos e 3 meses por tramar um golpe de Estado.
- Bolsonaro alegou ter tido um surto causado por medicamentos psiquiátricos, privação de sono e suspeita de escuta na tornozeleira; negou intenção de fugir.
- O episódio ocorreu na madrugada de 22 de novembro de 2025, quando ele já estava em prisão domiciliar desde agosto daquele ano.
- Nesta terça-feira, 24 de março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias, a pedido da defesa, por motivos de saúde.
O ex-presidente Jair Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica que utilizava durante a prisão domiciliar em novembro do ano passado. O ato aconteceu com o uso de um ferro de solda e ocorreu na residência em Brasília, durante a vigência da medida preventiva.
A ação levou à imediata retirada do benefício, com a autoridade responsável pela monitoração destacando a gravidade da violação. O caso contou com avaliação da Procuradoria-Geral da República e análise da defesa, que apresentou versões sobre o episódio.
Detalhes do episódio
A invasão ao monitoramento ocorreu na madrugada de 22 de novembro de 2025, quando Bolsonaro ainda cumpria a prisão domiciliar desde agosto daquele ano. O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica registrou a violação do dispositivo às 0h07.
Segundo imagens do processo, a tornozeleira apresentava marcas de queimadura ao redor da carcaça, especialmente na área de encaixe. O ex-presidente teria dito aos agentes que houve a intervenção com o ferro quente.
Alegações apresentadas
Bolsonaro e a defesa afirmaram que houve um surto relacionado aos medicamentos psiquiátricos, como pregabalina e sertralina, usados para tratar ansiedade e depressão. Também mencionaram falta de sono e a suspeita de estar sob monitoramento indevido.
A defesa negou qualquer intento de fuga, mantendo que o político permaneceu na casa após o episódio e comunicou-se com as autoridades. O Ministério Público anexou elementos que embasaram a avaliação de risco de evasão.
Consequências e status atual
Na mesma manhã, o ministro Alexandre de Moraes decretou a prisão de Bolsonaro. Ele foi levado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília e permanecia em regime de custódia durante a apuração.
Com o prosseguimento do caso, a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado passou a ser executada em regime inicialmente mais restrito, em função da gravidade da violação do monitoramento. A proximidade de apoiadores na frente de sua residência pautou a decisão de endurecimento.
Atualização recente
Nesta terça-feira, 24 de março de 2026, Moraes autorizou a prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro por 90 dias, com base no estado de saúde do ex-presidente. A decisão mantém o cumprimento da pena em casa, dentro de critérios médicos e legais.
Entre na conversa da comunidade