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Argentina relembra legado da ditadura de 50 anos; Milei propõe revisão

Milhares de argentinos voltam às ruas de Buenos Aires para lembrar as vítimas da ditadura, em meio à pressão política de Milei para revisar o legado histórico

Manifestantes se reúnem na Praça de Maio, em Buenos Aires, na noite de 23 de março – foto: Luis Robayop/AFP
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  • Em 24 de março, a Argentina relembra a ditadura de 1976 a 1983 com marchas em Buenos Aires, sob o lema “Nunca Mais”, convidando a levar fotografias dos desaparecidos.
  • As Mães e Avós da Praça de Maio lideram a passeata, cujo objetivo é cobrar informações sobre o paradeiro de seus filhos; estimativas apontam cerca de 30 mil desaparecidos.
  • Na província de Córdoba, a Justiça identificou restos de 12 indivíduos encontrados em um antigo centro de detenção clandestino.
  • O governo do presidente Milei busca revisar consensos históricos, defendendo que o número de desaparecidos foi inferior a nove mil e promovendo vídeos que remetem a uma visão de “verdade e justiça completa”.
  • Pesquisas da Universidade de Buenos Aires e do Centro de Estudos Legais e Sociais indicam que sete em cada dez argentinos condenam a ditadura, enquanto casos ainda abertos e condenações já ocorridas moldam o legado histórico.

Na Argentina, 24 de março é marcado pelo luto, marchas e disputa política. Cinquenta anos após o golpe de 1976, milhares voltam às ruas para lembrar as vítimas da ditadura. O movimento ocorre sob o governo de Jair Milei, que sinaliza revisar consensos históricos.

A marcha, chamada pelo lema Nunca Mais, envolve grupos de direitos humanos, sindicatos e organizações sociais. Em Buenos Aires, a Praça de Maio é o principal ponto de concentração, com participação de as Mães e Avós da Praça de Maio, que lideram a mobilização há décadas.

Organizações estimam que 30 mil pessoas desapareceram durante o regime. O objetivo é cobrar informações sobre o paradeiro de desaparecidos e exigir responsabilidade pelos crimes cometidos. A data remete à luta por memória e justiça que persiste no país.

Memória e disputa política

Na última década, 1.208 pessoas foram condenadas em mais de 350 julgamentos, enquanto mais de 300 casos seguem em aberto. As Avós devolveram a identidade de 140 netos sequestrados ainda bebês; mais de 300 continuam desaparecidos.

Em Córdoba, autoridades judicialistas identificaram os restos mortais de 12 indivíduos encontrados em um antigo centro de detenção. A confirmação reforça a busca por verdade histórica e legal.

O debate público envolve a visão de Milei, que questiona a narrativa consolidada desde a redemocratização. O governo alega que houve violência de ambos os lados e busca manter o foco em um conceito de guerra. Médios locais e organismos internacionais acompanham o desdobramento.

Especialistas da ONU pedem que o governo não afunde o legado histórico. Líderes religiosos também reiteram a importância de resguardar a memória, evitando distorções. A atuação em torno do tema continua a esfera pública em meses que antecedem novos atos de lembrança.

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