- O xerife Chad Bianco, republicano concorrente ao governo da Califórnia, apreendeu mais de 650 mil boletins da eleição de 2025, ampliando o conflito com autoridades do estado.
- Bianco diz que investiga alegações de votos indevidamente registrados que teriam impactado a Proposição 50, que redesenhou distritos para favorecer democratas.
- Autoridades eleitorais e o procurador-geral Rob Bonta rejeitam as alegações; a diferença entre a contagem de máquinas e a contagem final apresentada ao estado é de 103 votos.
- Os boletins foram apreendidos após mandados de busca emitidos para o registrador de eleitores; um juiz da região designou um mestre especial para realizar a contagem.
- Bonta disse que a ação é sem precedentes e visa semear desconfiança nas eleições; Bianco permanece no centro de uma disputa com autoridades estaduais.
Chad Bianco, xerife de Riverside e candidato republicano ao governo da Califórnia, apreendeu mais de 650 mil cédulas da eleição de 2025 como parte de uma investigação sobre supostos votos ilegais ligados à Prop 50. A ação amplia um conflito já existente entre Bianco e autoridades estaduais.
Aqueles que rejeitam as alegações afirmam que não houve fraude eleitoral generalizada. Funcionários eleitorais da Califórnia e o procurador-geral Rob Bonta classificaram as acusações como infundadas, afirmando que as contagens oficiais não apontam irregularidades relevantes. A diferença entre contagem de máquinas e a contagem final é de apenas 103 votos, segundo a Riverside Record.
A apreensão ocorreu após Bianco cumprir mandados de busca na semana anterior, ao apresentar-se com a equipe de investigadores. Um juiz de direito superior em Riverside nomeou um perito especial para auxiliar na contagem das cédulas, segundo o sherife.
Prop 50 redesenhou distritos congressionais com o objetivo de favorecer um redesenho das cadeias eleitorais, em contexto de disputas com modelos adotados em estados republicanos. Autoridades estaduais defendem a integridade das eleições e destacam que as medidas permanecem sob supervisão judicial em casos de contestação.
Bonta descreveu a movimentação de Bianco como inédita e disse que a ação tende a semear dúvidas sobre o processo eleitoral. O procurador já enviou cartas informando que o serviço de Bianco não está qualificado para conduzir uma recontagem, classificando a apreensão como inadequada e um precedente perigoso.
A Califórnia realiza, há semanas, a disputa entre candidatos no claro cenário de um cenário majoritariamente competitivo, com o sistema de voto “top-two”. O estado aprovou, em plebiscito recente, as novas regras de reaproveitamento de mapas eleitorais, após contestações envolvendo medidas de partidos rivais.
A apuração de Bianco, que também é um dos nomes mais conhecidos na corrida ao governo, segue sob escrutínio jurídico e político enquanto a administração estadual reforça a confiança no processo e na lisura das eleições. A apuração das cédulas permanece em andamento sob supervisão judicial.
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