- O Supremo Tribunal dos EUA ouviu, em Washington, argumentos sobre a constitucionalidade da lei de voto por correio do Mississippi.
- A norma permite contar cédulas recebidas até cinco dias após a eleição, desde que o carimbo de correio seja anterior à data da votação.
- A maioria conservadora do tribunal pode decidir pela anulação da regra, com o veredito previsto até o fim do ano judicial.
- Se derrubada, a mudança passaria a valer em todo o país; hoje, pelo menos dezoito estados e territórios permitem contagem de votos após o dia da eleição.
- O caso surgiu de uma ação do Comitê Nacional Republicano, do Partido Republicano do Mississippi e eleitores, contestando regras estaduais que, segundo os demandantes, violam normas federais.
O Supremo Tribunal dos Estados Unidos ouviu em Washington argumentos sobre a constitucionalidade da lei de voto por correio do Mississippi. A norma permite contar cédulas que cheguem até cinco dias após a eleição, desde que o carimbo de data seja anterior ao pleito.
A composição conservadora da corte sinalizou a favor de derrubar a regra, segundo relatos. A decisão prevista até julho impactaria todo o país se confirmada. Hoje, ao menos 18 estados já permitem contagem após o dia da votação.
Contexto político envolve Donald Trump, que trabalha para mudar regras eleitorais. O ex-presidente nomeou três dos seis magistrados conservadores. O governo sustenta que a responsabilidade pelas regras eleitorais é dos estados.
Argumentos no Mississippi foram apresentados pelo advogado do estado; os democratas ressaltaram a autonomia dos estados para estabelecer normas eleitorais, enquanto o Comitê Nacional Republicano defende mudanças para conter supostos abusos.
Além deste caso, o Supremo analisa outras ações ligadas a gastos de partidos e à criação de distritos eleitorais. As decisões devem moldar regras vigentes há décadas, com resultados esperados nos próximos meses.
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