- Starmer sinalizou que o governo pode oferecer apoio às contas de energia no próximo inverno, diante do choque de preços causado pelo conflito no Irã.
- Ele prefere direcionar ajuda com recursos públicos aos mais pobres, em vez de um resgate universal caro, e participação de reunião de emergência Cobra com o governador do Banco da Inglaterra.
- Autoridades estudam como agir quando o teto atual de energia acabar em junho e como será o teto seguinte no outono, com possível teste de elegibilidade.
- O governo avalia dar ao Conselho de Concorrência e Mercados (CMA) mais poderes para combater preços abusivos e lucros excessivos durante a crise.
- A crise energética pode se ampliar, mesmo após a pausa de ataques dos EUA; há atraso na publicação do plano de defesa, que depende de confirmação de financiamento.
Starmer sinalizou apoio a medidas para as contas domésticas no próximo inverno diante da alta no preço da energia provocada pelo conflito no Oriente Médio. O premiê disse que prefere focalizar a ajuda financiada por recursos públicos nas famílias mais pobres, em vez de um resgate universal caro.
Em discurso à Comissão de Vínculos com a Câmara, ele afirmou que a crise pode perdurar e que haverá reunião de emergência sobre as consequências econômicas do conflito. Planos de contingência já são discutidos em reunião Cobra, com participação do governador do Banco da Inglaterra.
Starmer apontou que vai explorar todos os instrumentos disponíveis para mitigar o custo de vida, incluindo apoio dirigido. O governo trabalha para definir critérios de elegibilidade quando o próximo teto de energia terminar em junho.
A agenda inclui avaliar o impacto do fim do teto atual e o início do subsequente, no outono, já que o consumo doméstico costuma aumentar após esse período. O primeiro objetivo é o fim de junho.
O líder informou que não haverá um novo universalismo como o adotado durante a invasão da Ucrânia, custo estimado em cerca de 40 bilhões de libras. A prioridade é uma abordagem fiscal responsável e sustentável.
Ele ressaltou a incerteza sobre a duração do conflito, mas afirmou que as medidas devem ser discutidas com rapidez. As ações visam reduzir vulnerabilidade de famílias frente aos aumentos de tarifas.
Ministérios estudam ampliar poderes da CMA para coibir abusos de mercado durante a crise, como elevação de preços e prática de lucros excessivos. A direção é focar em medidas anti-profiteirismo imediatas.
Apesar da pausa dos ataques dos EUA contra instalações iranianas, Starmer advertiu que a crise energética pode seguir sem solução rápida. As atenções estão voltadas para desescalonamento e planejamento de curto e médio prazo.
Rachel Reeves deve atualizar os deputados sobre a segurança do abastecimento de energia e a situação econômica, sem anunciar pacotes específicos para consumidores. O governo aguarda dados para orientar ações.
Entre as prioridades, está manter a estabilidade de suprimentos e evitar interrupções. A equipe econômica monitora preços, demanda e impactos setoriais a partir do fim do teto atual.
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