- Até o dia 4 de abril, renúncias de governadores e prefeitos para disputar outros cargos devem ocorrer em ao menos 11 estados, no Distrito Federal e em dez capitais, alterando o xadrez político.
- O Centrão tende a prevalecer, com o PP, União Brasil, Republicanos e Podemos ganhando espaço para governar estados e indicar candidatos ao Senado e à Presidência.
- Exemplos: o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, renunciou; no Rio, Recife e Macapá já houve mudanças de prefeito; e o governador do Rio de Janeiro, Claúdio Castro, planeja concorrer ao Senado.
- No Rio, a ausência de vice leva a uma eleição indireta para o governo, decidida pela Assembleia Legislativa, após a renúncia de Thiago Pampolha para o TCE.
- O PSD pode perder temporariamente dois estados devido às saídas de lideranças como Eduardo Leite, Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e João Azevêdo, com Minas e Paraná assumindo sob novas lideranças.
Ao menos 11 estados, o Distrito Federal e dez capitais devem passar por mudança de comando até 4 de abril, em função de renúncias de governadores e de prefeitos que disputarão outras vagas. O calendário tende a favorecer siglas do Centrão, como PP, União Brasil, Republicanos e Podemos, com novas pré-candidaturas ao Senado e à Presidência, além de disputas municipais.
A pauta envolve desincompatibilizações que mudam o mapa político do país. Governadores deixam os cargos para concorrer a outros cargos ou para abrir espaço a substitutos. As trocas impactam a composição das bases de apoio e as alianças entre as legendas em estados-chave.
Casos recentes ilustram o movimento: o governador de Minas, Romeu Zema (Novo), renunciou para viabilizar a candidatura ao Planalto; o vice assume o mandato. No Rio de Janeiro, o governo fica sem vice após a saída de Ibaneis Rocha no DF, abrindo caminho para Celina Leão (PP). Em outros estados, há desincompatibilização de líderes que pretendem disputar o Senado.
Governadores que saem ou mudam de comando
- Rio de Janeiro: Cláudio Castro (PL) deixa o governo; estado ficará com mandato-tampão sem vice.
- Minas Gerais: Romeu Zema (Novo) renuncia; Mateus Simões (PSD) assume.
- Paraná: Ratinho Júnior (PSD) deixa o cargo; Darci Piana (PSD) toma posse.
- Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSD) sai; Gabriel Souza (MDB) assume.
- Espírito Santo: Renato Casagrande (PSB) sai; Ricardo Ferraço (MDB) assume.
- Goiás: Ronaldo Caiado (PSD) sai; Daniel Vilela (MDB) assume.
- Mato Grosso: Mauro Mendes (União) sai; Otaviano Pivetta (Republicanos) assume.
- Distrito Federal: Ibaneis Rocha (MDB) sai; Celina Leão (PP) assume.
- Paraíba: João Azevêdo (PSB) sai; Lucas Ribeiro (PP) assume.
- Pará: Helder Barbalho (MDB) sai; Hana Ghassan (MDB) assume.
- Roraima: Antonio Denarium (PP) sai; Edilson Damião (União Brasil) assume.
- Acre: Gladson Cameli (PP) sai; Mailza Assis (PP) assume.
Prefeitos que saem ou mudam de comando
- Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) sai; Eduardo Cavaliere (PSD) assume.
- Recife: João Campos (PSB) sai; Victor Marques (PCdoB) assume.
- João Pessoa: Cícero Lucena (MDB) sai; Leo Bezerra (PSB) assume.
- Maceió: João Henrique Caldas (PL) sai; Rodrigo Cunha (Podemos) assume.
- Manaus: David Almeida (Avante) sai; Renato Júnior (Avante) assume.
- Macapá: Dr. Furlan (PSD) sai; Pedro dos Santos Martins (União) assume.
- São Luís: Eduardo Braide (PSD) sai; Esmênia Miranda (PSD) assume.
- Boa Vista: Arthur Henrique (PL) sai; Marcelo Zeitoune (PL) assume.
- Vitória: Lorenzo Pazolini (Republicanos) sai; Cris Samorini (PP) assume.
- Rio Branco: Tião Bocalom (PSDB) sai; Alysson Bestene (PP) assume.
Contexto e desdobramentos
Cinco governadores optaram por ficar até o fim dos mandatos, mantendo seus grupos no poder. Entre eles estão Wilson Lima (União-AM) e Fátima Bezerra (PT-RN). Em Rondônia, a queda de apoio entre o governador e o vice afeta a possibilidade de disputar o Senado.
Rompeu-se ainda um impasse em Maranhão e Rio Grande do Norte, com a desistência de candidaturas ao Senado para preservarem alianças locais. Em Alagoas, a indefinição sobre a candidatura ao governo envolve mudanças na composição da liderança local.
Com o cenário acima, as negociações partidárias seguem em curso, e as mudanças ocorrem conforme a conformação de alianças para 2026. A distribuição de cadeiras em governos e prefeituras moldará o equilíbrio político nos próximos meses.
Entre na conversa da comunidade