- Ratinho Junior desistiu da pré-candidatura presidencial para manter o controle da sucessão estadual no Paraná diante do anúncio de Sergio Moro pelo PL.
- O senador Flávio Bolsonaro anunciou Moro como candidato do PL ao governo do Paraná, ação que elevou o risco para a posição de Ratinho no estado.
- Ao recuar, Ratinho evitaria que a máquina paranaense caísse nas mãos de adversários fortes, como Moro ou Rafael Greca (que migrou para o MDB).
- Com a saída de Ratinho, a direita fica com três candidaturas com discursos distintos: Bolsonaro, Zema e Caiado.
- Pesquisas anteriores indicavam Ratinho como o pré-candidato do PSD com melhor desempenho contra o presidente Lula.
Ao anunciar a desistência da pré-candidatura presidencial, Ratinho Junior (PSD) busca manter o controle da sucessão estadual no Paraná. A decisão ocorreu nesta segunda-feira, 23, após o lançamento de Sergio Moro pelo PL para disputar o governo do estado.
A retomada de estratégia ocorreu depois que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou Moro como concorrente ao governo paranaense. Ratinho não pode concorrer à reeleição no estado, o que elevou o risco de uma mudança de comando na máquina pública local.
Para o governador, manter a liderança no Paraná era prioridade. O recuo evita que a hegemonia do grupo seja vulnerável a adversários fortes como Moro ou Rafael Greca, que migrou para o MDB.
A movimentação desloca o eixo da oposição de forma relevante, abrindo espaço para uma disputa entre nomes da centro-direita com leituras distintas sobre o governo e prioridades políticas.
Ratinho Junior era visto como o candidato com potencial de furar a polarização entre Lula e a direita não bolsonarista, com histórico de boa aceitação entre eleitores de menor renda.
Segundo pesquisas divulgadas até março, Ratinho aparecia como o pré-candidato do PSD com melhor desempenho contra o presidente Lula, entre opções da centro-direita.
Com a desistência, a direita passa a ter três candidatos com discursos variados. Flávio Bolsonaro tenta afastar a imagem de extremismo associada ao pai.
No polo oposto, Romeu Zema, de MG, prioriza combate à corrupção e já sinaliza estratégias para enfrentar o que julga serem “intocáveis” da República.
Outro nome em cena é Ronaldo Caiado, de GO, que aposta na segurança pública como tema central da campanha, promovendo uma imagem de autoridade.
Entre na conversa da comunidade