- Cinco ministros ainda não votaram no caso Ceperj no TSE; a relatora Isabel Galotti e Antonio Carlos Ferreira já se posicionaram pela condenação de Castro.
- O julgamento pode ter peso da relação de Castro com Jair Bolsonaro (PL), já que planos de candidatura ao Senado aparecem como fator a considerar.
- Castro é acusado de abuso de poder político e econômico; a ação envolve outros doze réus, incluindo Rodrigo Bacellar e Thiago Pampolha.
- A denúncia envolve um esquema de cargos secretos no Ceperj e na Uerj, com indícios de uso político e apadrinhamento.
- Em novembro, Castro afirmou ter total confiança na Justiça, assegurando que as ações do governo foram legais e dentro da campanha eleitoral.
Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro, volta a ser julgado amanhã pelo TSE no caso Ceperj. A votação ocorre em meio a diferentes graus de inclinação dos ministros para punir réus, conforme especialistas ouvidos pelo UOL.
Ainda não houve voto de cinco membros do TSE: André Mendonça, Cármen Lúcia, Estela Aranha, Floriano Marques Neto e Kassio Nunes Marques. A relatora Isabel Galotti e Antonio Carlos Ferreira já votaram pela condenação de Castro.
A pressão política pode influenciar o resultado, já que o deputado Jair Bolsonaro e o PSL aparecem em relação com o governante. Analistas destacam que o cenário eleitoral e a atuação de Castro pesam na decisão.
O Caso Ceperj
Castro é acusado de abuso de poder político e econômico. A ação envolve 12 réus, entre eles o deputado Rodrigo Bacellar (União) — afastado da presidência da Alerj — e o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB).
A acusação envolve um esquema de cargos secretos revelado pelo UOL. Registros de 2022 mostraram contratações no Ceperj e na Uerj sem transparência, com uso político em ano eleitoral.
Indícios indicam uso de contratações para fins políticos, com cargos servindo de abrigo para apadrinhados de Castro e aliados. Ministério Público Eleitoral aponta que funcionários atuavam como cabos eleitorais de deputados.
Em novembro, Castro afirmou ter “total confiança” na Justiça, disse que as ações do governo foram legais e que respeita o processo legal e a vontade dos eleitores fluminenses.
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