- A Procuradoria-Geral da República recomendou prisão domiciliar para Jair Bolsonaro, abrindo caminho para que Moraes vote a favor ainda nesta semana.
- A expectativa é que o ministro Alexandre de Moraes acolha a recomendação, permitindo que Bolsonaro cumpra a pena de 27 anos e três meses em casa, no Jardim Botânico, em Brasília.
- A articulação envolveu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal, com apelos a Moraes para autorizar a domiciliar por motivos de saúde.
- Michelle Bolsonaro participou dos trabalhos, em tom mais humano, ao apresentar aos ministros a necessidade de atendimento de saúde mais direto para o ex-presidente.
- Bolsonaro continua internado na UTI com broncopneumonia bacteriana bilateral, em situação estável e com possível alta da terapia intensiva nas próximas 24 horas.
A recomendação da Procuradoria-Geral da República pela prisão domiciliar de Jair Bolsonaro intensifica a articulação em torno da transferência do ex-presidente para cumprir a pena em casa, no Jardim Botânico, em Brasília. A decisão depende do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A PGR sustenta que a domiciliar é adequada diante da saúde de Bolsonaro e da evolução do caso. A expectativa é que Moraes acolha o pedido ainda nesta semana, após ouvir pareceres oficiais. A defesa mira a saída de casa assim que houver alta médica.
Cenário jurídico e decisões
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, atuou ativamente, reunindo-se com ministros do STF e destacando a preocupação com a saúde de Bolsonaro. Gilmar Mendes foi um dos ministros mais sensibilizados com os argumentos.
Edson Fachin, presidente do STF, também participou do debate técnico sobre a viabilidade da domiciliar. Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, participou de encontro com Moraes defendendo a medida.
A defesa de Bolsonaro aguarda a avaliação da PGR para confirmar a transferência após a alta do hospital. Moraes terá a palavra final sobre o cumprimento da pena em residência.
Saúde de Bolsonaro
Bolsonaro segue internado na UTI, com broncopneumonia e tratamento para pneumonia bacteriana bilateral. O quadro é estável e sem intercorrências, com expectativa de alta da terapia intensiva em até 24 horas, se houver evolução positiva.
O ex-presidente está no Hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 13, após deixar o complexo penitenciário da Papudinha. O hospital informou que o estado de saúde inspira cautela e monitoramento contínuo.
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