- A pesquisa RNZ-Reid Research mostra queda na popularidade do primeiro-ministro Christopher Luxon, com 17,3% na preferência de voto para líder.
- O apoio a Chris Hipkins, do Labour, caiu para 20,7%, enquanto a diferença entre quem aprova e desaprova o desempenho de Luxon ficou em -20,6 pontos.
- O Partido Nacional ficou com 30,8% de apoio, atrás do Labour, e a composição ideal poderia resultar em um Parlamento com ocupação pendente se a eleição fosse hoje.
- A economia tem desempenho fraco, com crescimento de 0,2% no último trimestre, associado a choques globais de energia e custos de vida elevados.
- Metade dos eleitores acha que a Nova Zelândia segue na direção errada, enquanto a eleição de novembro 2026 pode representar o fim de um governo de primeira gestão, caso as sondagens se mantenham.
A popularidade do primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, recuou conforme a avaliação sobre a condução da economia não impressiona o eleitorado antes das eleições de novembro. A sondagem RNZ-Reid Research, divulgada nesta segunda-feira, aponta queda no apoio ao governo.
Conforme o levantamento, Luxon caiu dois pontos no ranking de preferência de quem seria o próximo premiê, indo a 17,3%, o menor resultado obtido por ele desde que assumiu em 2023. O líder do Labour, Chris Hipkins, também caiu, para 20,7%.
A taxa de favorabilidade líquida de Luxon, a diferença entre quem avalia positivamente e negativamente o desempenho, recuou de -14 em janeiro para -20,6, marcando o pior resultado desde o início da liderança de Luxon no Partido Nacional, em 2021.
Ajustes políticos e cenários eleitorais
O Partido Nacional teve queda de quase 5 pontos frente ao principal oponente, o Labour. Se a eleição fosse hoje, o bloco de esquerda e o de direita batariam de frente em um cenário de governo sem maioria clara.
Luxon afirmou à RNZ que não se prende a pesquisas, e que está concentrado em enfrentar desafios de fornecimento de combustível e reduzir impactos para os spectator kiwis. A fala reforça o tom de foco em questões imediatas.
A pesquisa foi realizada em meados de março, período de tensões no Oriente Médio e de crise energética global, e aponta queda do apoio ao Nacional, que registrou 30,8%. Os aliados ACT e NZ First ficaram com 7% e 10,6%, respectivamente.
No campo da esquerda, o Labour subiu a 35,6%, com o Greens em 10,1% e Te Pāti Māori em 3,2%. Metade dos entrevistados acredita que o país caminha na direção errada, ante 32,3% que veem o caminho certo.
Contexto econômico e perspectivas
Outra sondagem, da Taxpayers’ Union Curia, aponta apenas 28,4% de apoio para acionar perguntas sobre a liderança de Luxon e pressionar o primeiro-ministro a se manter firme. O resultado indica resistência a avanços de perguntas políticas.
Ao longo de 2025, as pesquisas têm sido desfavoráveis ao governo em meio à recuperação econômica lenta, após recessão causada pela pandemia. O crescimento do terceiro trimestre não atingiu expectativas.
Apesar de sinais de melhora, Ben Thomas, comentarista, aponta que o custo de vida continua maior e mais distribuído entre a população, pressionando a popularidade da coalizão.
Desdobramentos políticos
Especialistas destacam que, caso as sondagens se confirme até novembro, este seria o primeiro mandato de governo que não obtém a reeleição, desde a adoção do sistema misto de 1993. A análise sugere que condições econômicas globais pesam sobre o humor do eleitor.
Luxon e a coalizão defendem pacotes para impulsionar a economia, com medidas para atrair investimento estrangeiro e ajustar gastos públicos. A evolução das candidaturas e decisões políticas deverá influenciar o clima até as urnas.
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