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Candidato húngaro acusa governo de traição por suposta fuga de UE à Rússia

Candidato líder nas pesquisas acusa governo de traição ao repassar informações confidenciais da União Europeia a Moscou; Comissão Europeia exige esclarecimentos

Péter Magyar, a former member of the ruling Fidesz party, is leader of the rival Tisza party.
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  • O candidato Péter Magyar, líder das pesquisas, disse que o suposto compartilhamento de informações confidenciais da UE entre Budapeste e Moscou deve ser investigado como possível traição.
  • Segundo o Washington Post, o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, teria repassado detalhes de reuniões fechadas da UE ao colega russo Sergei Lavrov.
  • A Comissão Europeia pediu esclarecimentos ao governo húngaro sobre os supostos vazamentos e destacou a importância da confiança entre Estados-membros e a instituição.
  • Magyar, ex-mesmo integrante do partido governista Fidesz, lidera o rival partido Tisza, que está à frente nas pesquisas três semanas antes da eleição marcada para 12 de abril.
  • As tensões entre Hungria e a UE se intensificaram durante a campanha, com Orbán encerrando apoio financeiro e autoridades europeias manifestando preocupação com as informações vazadas.

Péter Magyar, candidato conservador que lidera as pesquisas na Hungria, chamou de “traíção” o alegado compartilhamento de informações confidenciais da UE com a Rússia e pediu investigação. A chamada chegou após reportagem do Washington Post sobre a atuação do ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó.

Segundo Magyar, a prática representaria traição e pode ter consequências legais graves. O político afirmou, em X, que, se comprovado, o caso impactaria os interesses húngaros e europeus e prometeu que um governo futuro investigará o tema.

A Comissão Europeia pediu esclarecimentos ao governo húngaro sobre os supostos vazamentos. A porta-voz Anitta Hipper disse que a relação de confiança entre Estados-membros é essencial e que a UE aguarda respostas claras.

Contexto e desdobramentos

As relações entre Hungria e vizinhos da UE ficaram tensas após Orbán bloquear um empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, na semana passada. Críticas públicas à postura húngara chegaram de líderes como Donald Tusk, na imprensa internacional.

Relatos do Washington Post apontam que Szijjártó teria repassado informações de reuniões fechadas da UE ao chanceler russo, Sergei Lavrov. Duas fontes diplomáticas confirmaram ao Guardian o possível envio dessas informações, segundo a reportagem.

Panyi, jornalista de investigação, disse ao Guardian que houve cobertura de que Szijjártó manteve contato com Lavrov para obter informações de reuniões da UE. O repórter havia explorado, anteriormente, vínculos entre a Hungria e operações de influência russas no país.

A imprensa britânica destaca ainda que Rússia elaborou redes de desinformação ligadas a operações como Overload e Storm-1516, com ataques à credibilidade de Magyar e à percepção de interferência na eleição de 2026.

O cenário político permanece estável, ainda que tenso, e a União Europeia não sinaliza mudanças rápidas na linha de política externa em função de disputas com Budapeste. As próximas etapas ainda não foram anunciadas pelas autoridades.

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