- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar as usinas de energia do Irã se o Estreito de Ormuz não for reaberto em 48 horas, segundo postagem na Truth Social.
- O estreito, passagem de cerca de 20% do petróleo e gás mundial, ficou quase paralisado, elevando os preços; o Brent fechou em US$ 112,19 na sexta-feira.
- A marinha do Irã guiou um navio-tanque indiano de GNL pelo Estreito de Ormuz após acordo diplomático com Nova Délhi, enquanto o Irã se mostra relutante em discutir a reabertura.
- O Irã tem 98 usinas de gás natural em operação; atacá-las, isoladamente, não teria efeito imediato sobre o fornecimento global de energia.
- O episódio ocorre em meio a ataques na região e a críticas do Grupo dos Sete a ações contra infraestrutura energética, com apelo pela interrupção dos confrontos.
Trump ameaça atacar usinas iranianas e pressiona pela reabertura de Ormuz em 48 horas. A declaração foi feita pelo presidente dos EUA em redes sociais, elevando a tensão no Golfo enquanto o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz segue afetado.
O texto divulgado na plataforma Truth indicou que Washington atacaria e destruiria as maiores usinas de energia do Irã caso o estreito não fosse reaberto aos navios comerciais em 48 horas. A fala intensifica a retórica do governo americano sobre o corredor estratégico.
A intervenção ocorre um dia após Trump mencionar a possibilidade de encerrar a operação militar no Oriente Médio e indicar que a responsabilidade pela vigilância de Ormuz caberia aos países que dependem do tráfego no estreito.
O Estreito de Ormuz, rota que concentra cerca de 20% do petróleo e do gás mundial, registra impactos no abastecimento. O preço do petróleo Brent fechou a sessão anterior em US$ 112,19 o barril.
Diversos países buscan alternativas para manter o fluxo. A marinha iraniana guiou um navio-tanque indiano de GNL pelo estreito, após acordo diplomático com Nova Délhi. Irã evita falar de reabertura enquanto há combates.
Ataques regionais elevam incertezas. O Irã afirmou ter atingido alvos próximos a instalações israelenses, em retaliação a ataques a infraestruturas iranianas. Autoridades de Israel reportaram ferimentos em dezenas de pessoas.
O Tesouro dos EUA flexibilizou, em caráter excepcional, a venda de petróleo iraniano já carregado em navios-tanque, apesar das sanções. A medida busca mitigar pressões sobre o mercado global de energia diante do conflito.
Enquanto o cenário persiste, governos e mercados acompanham a evolução das tensões. O G7 condenou ataques do Irã a civis e infraestrutura energética na região, destacando a necessidade de cessar qualquer agressão e evitar agravamento da crise.
Essa disputa envolve atores de peso regional e internacional, com impactos diretos no preço e no abastecimento de energia mundial. Novos desdobramentos devem surgir à medida que o conflito se desdobra no Golfo.
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