- James Cleverly disse que não concorda com Nick Timothy em classificar orações públicas muçulmanas como ato de dominação.
- Timothy chamou o Iftar aberto de Trafalgar Square, que ocorreu na véspera de Ramadã, de “ato de dominação” e afirmou ser “direto do manual islamista”; Kemi Badenoch o defendeu.
- Críticas incluíram Keir Starmer pedindo a demissão de Timothy e o procurador-geral Richard Hermer questionando se a líder conservadora se manifestaria contra orações judaicas públicas.
- Emma Best contestou a caracterização de Timothy, dizendo que a oração foi apenas uma parte de um evento que reuniu milhares de pessoas e que a oração é um direito fundamental.
- O Open Iftar reuniu milhares de pessoas; houve debate sobre a segregação de gênero, com Timoth y defendendo que algumas práticas não foram orgulhosas, enquanto outras vozes destacaram que o evento não era segregado.
James Cleverly não concorda com a leitura de Nick Timothy sobre oração pública muçulmana. O ex-secretário de Justiça sombra reagiu ao posicionamento do colega de bancada, defendendo a liberdade de práticas religiosas, enquanto outros membros do Partido Conservador pedem respeito ao direito de culto.
No centro do debate está o Open Iftar realizado na noite de segunda-feira em Trafalgar Square, Londres, evento de Ramadan que reuniu milhares de pessoas. Timothy descreveu o encontro como uma demonstração de dominação, o que gerou forte reação entre aliados da gestão conservadora. Badenoch saiu em defesa de Timothy, afirmando que o debate é necessário.
Desdobramentos: críticas ao tom do grupo, o papel do direito à prática religiosa e a forma de questionar eventos públicos. Emma Best, líder adjunta do Tory em Westminster, rejeitou a ideia de que orações públicas representam violação de direitos, destacando que a oração é um direito fundamental e que a maioria dos presentes não participou diretamente do momento de oração.
Contexto e reações
Cleverly, em entrevista na BBC, disse que não compartilhava a visão de Timothy de que grandes momentos de oração em espaço público constituem dominação. O debate também abordou a diferença entre eventos islâmicos e celebrações de outras religiões no mesmo espaço, com o grupo conservador discutindo aspectos de segregação de gênero.
Além disso, a controversa gerou reações de lideranças. Keir Starmer pediu que Badenoch convide Timothy a deixar o cargo ou explicite seu posicionamento, enquanto o Procurador-Geral Richard Hermer questionou o alinhamento do partido com a liberdade religiosa. Em Londres, Emma Best ressaltou que a prática religiosa é um direito universal e que o foco do evento era amplo, não apenas a oração.
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