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Irã não tem capacidade nem intenção de bombardear a Grã-Bretanha, diz ministro

Ministro britânico afirma não haver evidência de que o Irã vise ou possa bombardear o Reino Unido, mantendo foco na desescalada e na defesa de ativos nacionais

Reed was speaking to the BBC after Tehran aimed two missiles at the UK-US airbase on Diego Garcia in the Indian Ocean.
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  • O Reino Unido não acredita que o Irã tenha capacidade ou intenção de mirar o país com mísseis, disse o ministro Steve Reed.
  • Israel havia alertado que a Grã-Bretanha e outras partes da Europa poderiam ser alvo, mas Reed afirmou que não há avaliação de que isso ocorra.
  • Sobre o ataque a Diego Garcia, um míssil falhou o alcance e outro foi interceptado por um navio de guerra dos EUA, segundo relatos.
  • O governo enfatiza a busca pela desescalada e afirma que não será arrastado para mais conflito, mantendo defesa de cidadãos e ativos britânicos.
  • O governo britânico ampliou, desde o fim de fevereiro, o uso de bases do Reino Unido para ataques a alvos iranianos que afetam aliados no Golfo, com foco em barcos comerciais pelo estreito de Hormuz.

Iran não é visto como capaz ou estar com intenção de bombardear o Reino Unido, afirma ministro britânico

O secretário de Comunidades, Steve Reed, disse que não há avaliação de que o Irã esteja mirando o Reino Unido ou mesmo que possa fazê-lo. As declarações surgem após o Irã ter supostamente disparado dois mísseis contra Diego Garcia, base aérea conjunta EUA-Reino Unido no Oceano Índico, no que foi o ataque de maior alcance desde tensões recentes na região.

Segundo Reed, não houve confirmação de que Teerã planeja mirar a Europa. O ministro explicou que o governo britânico não será arrastado para um conflito, mas que pode adotar ações de defesa coletiva para proteger cidadãos e interesses. O conteúdo foi informado a partir de entrevista concedida a veículos de imprensa britânicos.

Sobre o ataque a Diego Garcia, Reed informou que um dos mísseis foi interceptado por uma embarcação de guerra dos EUA e o outro não atingiu o alvo, alegando apenas que o alcance próximo à base não foi divulgado. As informações são de autoridades britânicas e de reportes sobre o episódio.

Contexto estratégico e atuação britânica

O governo Keir Starmer manteve posição de evitar entrada direta em uma escalada, embora tenha ampliado recentemente o uso de bases britânicas para ações contra alvos iranianos que atinjam interesses de aliados no Golfo. A medida de ampliação ocorreu após consultas e visa dissuadir ações contra navios comerciais na região do Estreito de Hormuz.

Reed destacou ainda que o Reino Unido busca desescalada, mas que, se o Irã direcionar ativos britânicos, o país poderá responder para defender pessoas e bens. O ministro também afirmou que não há avaliação em vigor de que o Irã tente miras europeias, ainda que as ações possam exigir respostas proporcionais.

Resposta internacional e contexto

Apesar das tensões, o governo britânico reiterou que não ficará alheio aos acontecimentos regionais e manterá defesa de seus interesses. As declarações foram feitas em meio a declarações de autoridades e a relatos sobre ataques recentes no Índico, com repercussões diplomáticas entre London e aliados da região.

Não houve confirmação de participação direta de terceiros na ofensiva ou de planos explícitos de ataque contra o território britânico, segundo o governo. As informações cruzam-se com relatos de ataques no arquipélago de Chagos, de onde Diego Garcia opera, e com declarações de aliados sobre coordenação de possíveis ações defensivas.

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