- Flávio Bolsonaro ganhou dois adversários à direita, após Romeu Zema e Ratinho Júnior desvalorizarem sondagens e não aceitarem entrar na chapa bolsonarista.
- Zema renunciou ao cargo de governador de Minas Gerais neste domingo, em tom de candidatura ao Planalto, enquanto Flávio agradou Ratinho Júnior ao indicar Sergio Moro como candidato do PL ao governo do Paraná.
- Moro deve formalizar a transferência do União Brasil para o PL na próxima terça-feira, mantendo a ideia de uma composição que não depende de Ratinho Júnior.
- Ratinho Júnior seria lançado pelo PSD de Gilberto Kassab na corrida presidencial, o que deixaria Flávio com concorrentes fortes na direita e a necessidade de lidar com o fogo amigo.
- O PT busca explorar esse cenário, com resolução interna orientando a militância a atacar Flávio, que é visto como alvo de críticas por seu histórico de rachadinhas e enriquecimento incompatível com a vida pública.
Desde o lançamento de Flávio Bolsonaro como presidenciável da família, ele vinha em posição de liderança na direita, sem rivalidade declarada. Nos últimos dias, porém, a estratégia de evitar a fragmentação dos votos conservadores ganhou dois concorrentes.
Romeu Zema renunciou ao cargo de governador de Minas Gerais neste domingo, sinalizando pretensão presidencial. Três dias antes, Flávio criticou Ratinho Júnior ao anunciar Sergio Moro como candidato do PL ao governo do Paraná, mirando o preferido do atual governador.
Ratinho Júnior deve ser apontado pelo PSD de Gilberto Kassab para disputar o Planalto, segundo rumores. Moro, por sua vez, deve formalizar nesta terça-feira a mudança do União Brasil para o PL, abrindo espaço para novas alianças.
A aposta de Flávio permanece a de consolidar apoio conservador amplo, mas o quadro muda com Zema e Ratinho Júnior disputando espaço com gestão pública como diferencial. Ambos aparecem com trunfos de experiência administrativa.
Observadores destacam que o cenário favorece um choque gerencial em estados-chave e pode reduzir a atratividade da candidatura do filho do ex-presidente. Conservadores ponderam a importância de coalizões estáveis para o segundo turno.
O PT, segundo fontes, intensifica o escrutínio sobre o discurso de Flávio, com diretrizes internas que visam reduzir a margem de manobra do candidato da família Bolsonaro na reta final das eleições.
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