- Leon Panetta afirma que Donald Trump é ingênuo sobre como as coisas podem acontecer e atribui a ele a responsabilidade pela crise com o Irã.
- O conflito se intensificou desde o ataque surpresa, com a morte do aiatolá Ali Khamenei, segundo o texto, e a sucessão por Mojtaba Khamenei; Panetta diz que o objetivo inicial parece ter falhado.
- O estreito de Hormuz foi efetivamente fechado pela República Islâmica, desestabilizando os mercados globais de energia; mais de 1.400 iranianos teriam morrido e 13 militares dos EUA, conforme o levantamento citado.
- Panetta dirige críticas à comunicação de Trump com aliados e às sinalizações conflitantes sobre objetivos, ressaltando que, sem cessar-fogo, não haverá saída clara.
- O ex-secretário de Defesa recomenda abrir o estreito, neutralizar defesas costeiras, enviar navios para escoltar petroleiros e evitar consequências econômicas graves, incluindo o risco de recessão global.
Donald Trump encara uma crise no Irã sem saída simples, segundo o ex-chefe da CIA e ex-secretário de Defesa, Leon Panetta. Em entrevista ao Guardian, Panetta afirma que o presidente ficou entre a pressão de expandir o conflito e a tentação de encerrar a ação de forma falha.
O confronto começou em 28 de fevereiro, com ataque surpresa que derrubou o líder iraniano Ayatollah Ali Khamenei e deu início a uma escalada entre EUA e aliados. Ao longo de semanas, morreram dezenas de iranianos, segundo fontes locais, e o Irã fechou o estreito de Hormuz, interrompendo parte do fluxo mundial de petróleo.
Panorama atual
Panetta aponta que a administração americana errou ao subestimar as consequências do fechamento do estreito, um enforcamento estratégico que pode provocar alta nos preços do combustível e impactos econômicos globais. Segundo ele, a busca por vitória rápida deixou de prever o custo humano e geopolítico da guerra.
O ex-secretário ressalta a importância das alianças e critica a condução da crise sem alinhamento com parceiros. Ele afirma que o país precisa demonstrar capacidade para abrir o estreito, neutralizar defesas costeiras e orientar embarcações comerciais, sob pena de ampliar o conflito e piorar a economia interna.
Panetta também comenta a retirada de legitimidade de ações alternativas, indicando que o cerco econômico e militar não deve depender apenas de declarações de força. Em sua visão, abrir o estreito pode criar base para negociações de cessar-fogo, enquanto manter a pressão sem saída clara tende a prolongar o confronto.
O ex-funcionário público, atualmente à frente do Panetta Institute, observa que a evolução da liderança iraniana continua a restringir espaços para soluções rápidas. Ele reforça a necessidade de uma estratégia coordenada com a comunidade internacional para evitar danos maiores.
Fonte: Guardian, com informações sobre o atual estágio do conflito e as avaliações de Leon Panetta.
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