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Esquerda mantém Paris e Marselha nas eleições municipais da França

Esquerda mantém Paris e Marselha em eleições municipais marcadas por tensão entre blocos e alta abstenção, em meio à crise política que envolve Macron

O prefeito eleito de Paris, Emmanuel Gregoire. Foto: Kenzo Triboillard/AFP
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  • Paris ficou com o deputado socialista Emmanuel Grégoire, aliado a ecologistas e comunistas, com 53,1% dos votos, e Marselha mantém Benoît Payan como prefeito em exercício após a retirada do candidato da LFI no segundo turno.
  • A participação final foi estimada em cerca de 57%, igual ao primeiro turno, sugerindo desencanto com as eleições municipais.
  • As eleições servem como teste do peso de cada bloco na corrida presidencial de 2027, já que Emmanuel Macron não pode se candidatar.
  • A centro-direita teve um destaque com Édouard Philippe vencendo em Le Havre, após condicionar sua candidatura à eleição de 2027 à sua reeleição como prefeito.
  • A esquerda radical e a extrema-direita obtiveram vitórias em cidades médias, com a LFI conquistando Roubaix e Saint-Denis, enquanto a esquerda perdeu em cidades como Estrasburgo, Besançon e Poitiers; Marine Le Pen celebra avanços de seu partido, embora não tenha conseguido em Marselha, Toulon ou Nîmes.

A esquerda manteve Paris e Marselha em eleições municipais realizadas neste domingo, em meio a tensões entre bloco de esquerda, centro-direita e extrema direita. A votação ocorreu num momento de crise política na França, com reflexos nacionais a um ano da eleição presidencial de 2027.

Paris confirmou a vitória do deputado socialista Emmanuel Grégoire, aliado a ecologistas e comunistas, que atingiu 53,1% no segundo turno. A adversária foi a ex-ministra conservadora Rachida Dati, candidata da aliança governista de Macron, com apoio informal da direita e da extrema direita.

Em Marselha, o prefeito em exercício Benoît Payan confirmou a reeleição. O candidato da extrema direita, Franck Allisio, ficou atrás, após a retirada do rival da esquerda radical para evitar vitória da direita.

Contexto local e cenário nacional

Levantamentos indicam participação estimada em 57%, parecida com o primeiro turno, ampliando o sinal de desencanto com as eleições municipais. A abstenção neste pleito é elevada, atrás apenas de 2020, marcado pela pandemia.

A disputa galvaniza forças antes da eleição de 2027, quando a continuidade de Macron não é garantida. O centro-direita busca manter espaço político sob pressão de movimentos de direita e da esquerda radical.

Movimentação da esquerda e da direita

Na capital, a vitória de Grégoire é vista como confirmação da força da esquerda moderada, que evita alianças com a esquerda radical em Paris. Em Lille, Estrasburgo e outras cidades, alianças entre socialistas, ecologistas e outras siglas também moldaram resultados.

O desempenho da esquerda radical, liderada pela LFI, avançou em cidades como Roubaix, mas houve derrotas em centros como Toulouse e Limoges, segundo levantamentos da apuração. Marine Le Pen celebrou vitórias em várias localidades, embora não tenha alcançado metas em algumas praças-chave.

Desdobramentos

O resultado de Paris e Marselha compõe o mapa de forças prelúdio para o pleito nacional. As lideranças partidárias destacam que o equilíbrio entre blocos será decisivo para o cenário político até 2027, com muitos episódios a serem observados nos próximos meses.

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