- Emmanuel Grégoire, do Partido Socialista, está encaminhado para vencer a prefeitura de Paris com cerca de 53% dos votos, segundo projections, disputando frente a Rachida Dati.
- Em Marselha, o prefeito de Esquerda Benoît Payan deve vencer, levando a coligação de Esquerda com Socialistas e Verdes e freando o avanço da National Rally.
- O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe deve manter Le Havre como prefeitura e iniciar oficialmente sua candidatura presidencial em 2027, mirando o centro-direita.
- Em Toulon e Nîmes, alguns alvos da direita tradicional não foram alcançados pela National Rally; em Toulon a prefeita atual manteve a cidade, enquanto Nîmes ficou com a esquerda.
- Nice foi vencida por Éric Ciotti, unido à Le Pen, fortalecendo o crescimento da direita unida; Clermont-Ferrand, tradicional reduto socialista, saiu vitorioso para a direita tradicional.
Emmanuel Grégoire, do Partido Socialista, estava em caminho de vencer a eleição para prefeito de Paris, segundo projeções oficiais divulgadas na noite de domingo. A eleição para a capital francesa marcaria 25 anos de governo da esquerda.
A contagem inicial indicava um resultado próximo de 53% para Grégoire, que concorreu com uma aliança da esquerda unida, incluindo os verdes. Rachida Dati, ex-ministra de governos anteriores, aparecia em segundo lugar, reforçando a derrota da direita após décadas de domínio progressista.
Em Marseille, Payan, da esquerda, mantinha a liderança com uma coalizão que envolve socialistas e verdes, freando o avanço do RN, o partido de Marine Le Pen, na segunda maior cidade do país.
Entre os destaques nacionais, Édouard Philippe foi reeleito prefeito de Le Havre e já sinalizou a abertura de sua candidatura à presidência em 2027. O ex-primeiro ministro planeja acelerar a campanha neste ballot antes das eleições nacionais.
Philippe conquistou Le Havre com mais de 47% dos votos, em uma vitória que reforça a estratégia de lançar-se à França como candidato centrista. A expectativa é de que a vitória seja usada para mobilizar a chapa presidencial no futuro.
Na França, mais de 1,5 mil cidades já votaram no segundo turno, considerado um termômetro para o cenário político antes das eleições nacionais. Observadores ressaltam o impacto da votação na configuração de alianças.
Na reta final, o RN avançou em várias frentes, mas não fechou alianças em cidades-chave como Toulon, Nîmes e Carcassonne, onde a esquerda ou a oposição manteve cargos. A liderança do RN passou a celebrar o crescimento de cadeiras locais.
Líderes do partido afirmaram que o aumento de vereadores marca uma nova fase para o RN e que o cenário local pode influenciar as perspectivas para 2027. Já outros analistas destacaram que a concentração de forças pode mudar conforme o mapa municipal.
Entre as cidades onde houve resultados relevantes, Nice viu vitória de Éric Ciotti, que deixou a União da Direita para liderar o partido de direita unido, em uma composição que busca projetar influência para o pleito presidencial.
Na região de Clermont-Ferrand, a direita tradicional, Les Républicains, conquistou uma base historicamente ligada à esquerda. A disputa revelou mudanças no funcionamento das federações locais frente ao novo ciclo político.
Em Lyon, a prefeita verde Grégory Doucet manteve a liderança, superando o ex-dirigente do Olympique Lyonnais, Jean-Michel Aulas, que disputava pelo campo da direita. A vitória consolidou a força verde na maior cidade do laboratório urbano francês.
A apuração continua, com a expectativa de confirmar lideranças e possíveis mudanças nas alianças locais. As projeções iniciais ajudam a traçar um retrato da força política de cada espectro antes do pleito presidencial.
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