- O ex-vice-governador da Carolina do Norte, Mark Robinson, admite ter enganado eleitores em 2024 ao negar ter publicado comentários racistas em um site de pornografia, alegando proteger Donald Trump.
- A CNN informou que Robinson postava em Nude Africa sob pseudônimo, com mensagens que defendiam a escravidão, chamavam Martin Luther King de “commie bastard” e usavam termos homofóbicos e antissemíticos.
- O Washington Post confirmou que, no mesmo fórum, ele elogiou Mein Kampf, descrevendo o livro como leitura “boa” e “informativa”.
- Robinson inicialmente negou ser autor das mensagens, afirmando que aquelas palavras não eram dele, em meio a uma exposição nacional.
- A eleição para governador da Carolina do Norte ficou com o democrata Josh Stein por 14 pontos; Robinson afirmou ter uma “obsessão” por pornografia e disse que negou os relatos para proteger pessoas ao redor, incluindo o presidente Trump, e manteria a mesma postura.
Mark Robinson, ex-vice-governador da Carolina do Norte, reconheceu que mentiu para eleitores durante a campanha de 2024 ao negar posts racistas em um site de pornografia, segundo conteúdo compartilhado em podcast. A confissão envolve alegações de que o objetivo era proteger Donald Trump.
Segundo o relato, Robinson mantinha uma obsessão por pornografia e sexo, o que levou a negar publicamente as postagens. A revelação surgiu após a CNN reportar atividades dele em Nude Africa, fórum online de pornografia, sob pseudônimo.
A notícia também aponta que Robinson fazia elogios a conceitos contrários a direitos civis, incluindo referências controversas a figuras históricas. A Washington Post afirmou que ele chegou a elogiar Mein Kampf no mesmo fórum.
Deslocamento de responsabilidade e impacto político
Robinson negou inicialmente ser autor dos comentários, afirmando que as palavras não refletiam sua identidade. A disputa tirou o foco da campanha, com integrantes da equipe desaparecendo da candidatura e o próprio Trump tomando distância dele.
A eleição para governador da Carolina do Norte foi vencida pelo democrata Josh Stein, com uma diferença de 14 pontos percentuais no pleito de novembro de 2024. O caso recebeu ampla cobertura nacional e regional.
Contexto e desdobramentos
Em entrevista no podcast com o pastor Josh Hall, Robinson admitiu uma “obsessão” por pornografia e reconheceu ter negado os relatos para proteger pessoas ao redor, incluindo o então presidente. Afirmou que a decisão foi tomada pela conveniência da campanha.
Robinson afirmou que, caso fosse novamente confrontado com a mesma situação, repetiria a estratégia de negar a autoria para não prejudicar outros aliados. Em relação ao pior cenário, manteve-se fiel à linha de proteger terceiros.
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