Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lula critica neoextrativismo e diz que potências agem como donas do mundo

Lula critica neoextrativismo e cobra reforma do Conselho de Segurança, defendendo soberania sobre recursos estratégicos e maior representatividade regional

O ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e o presidente Lula (PT), na Celac, na Colômbia. Foto: Raul Arboleda/AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • Lula, em Bogotá na cúpula da Celac, criticou a ordem internacional e o risco de “nova colonização” econômica.
  • Defendeu que a América Latina e a África agreguem valor a minerais críticos dentro de seus territórios.
  • Apontou a importância de terras raras e minerais na transição energética e o potencial da região na produção de energia.
  • Cobrou mudanças no Conselho de Segurança da ONU, defendendo maior representatividade para a região e criticando quem tem mais poder militar e financeiro.
  • Reafirmou a soberania nacional, o respeito às decisões locais e a preservação do Atlântico Sul como zona livre de disputas geopolíticas, promovendo o multilateralismo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante a 10ª cúpula da Celac em Bogotá no sábado 21, que a ordem internacional corre riscos de uma nova colonização econômica. Ele criticou guerras em curso e apontou para a possibilidade de retrocesso no desenvolvimento regional.

Ao tratar da exploração de recursos naturais, Lula alertou para investimentos “neoextrativistas” que, segundo ele, visam dominar riquezas da região. Defendeu que países latino-americanos e africanos agreguem valor a minerais críticos dentro de seus territórios, fortalecendo a cooperação regional para evitar modelos históricos de exploração.

O discurso apontou ainda a relevância de insumos como terras raras e outros minerais usados na transição energética. Lula afirmou que a América Latina tem potencial para avançar em desenvolvimento desde que preserve a soberania.

Conflitos e economia globais

O presidente ressaltou que o mundo vive a maior concentração de conflitos desde a Segunda Guerra. Citou guerras na Ucrânia, em Gaza e envolvendo o Irã, destacando efeitos sobre preços de energia e alimentos, que impactam a trajetória de desenvolvimento de diversos países.

Lula criticou o funcionamento da ONU, especialmente o Conselho de Segurança. Segundo ele, o órgão não tem logrado resolver crises e atua de forma distorcida. Questionou quem detém maior poder militar, naval ou financeiro, sugerindo assim a necessidade de mudanças estruturais.

O chefe de Estado pediu maior representatividade para países da América Latina e da África no organismo. Ressaltou que regiões com grande população e peso econômico continuam sub-representadas.

Soberania e multilateralismo

O presidente defendeu a soberania nacional como base para acordos internacionais e a necessidade de respeitar fronteiras nas intervenções externas. Reforçou ainda a ideia de preservar o Atlântico Sul como zona de estabilidade e livre de disputas geopolíticas.

Por fim, Lula lembrou que o multilateralismo é o caminho para a paz e o desenvolvimento global. A fala ocorreu durante a cúpula da Celac, que reúne governos da América Latina e do Caribe para discutir cooperação econômica e desafios regionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais