- Juca de Oliveira morreu aos 91 anos, neste sábado, após uma semana de internação.
- Durante duas décadas ele foi filiado ao Partido Comunista e chegou a se exilar na Bolívia por motivos políticos.
- Em maio de 2004, ele disse torcer fortemente pelo acerto do governo Lula e temer um retrocesso conservador, criticando o caso Waldomiro Diniz e o imobilismo no poder.
- O ator afirmou ter votado em Lula em 1998, mas também havia apoiado Fernando Henrique Cardoso em 1985 para a prefeitura de São Paulo e considerou o primeiro mandato de FHC positivo.
- A declaração de apoio a Lula veio em meio a ponderações críticas sobre a condução política do país na época.
Juca de Oliveira morreu neste sábado aos 91 anos, após uma semana de internação. A notícia envolve dados sobre sua carreira de ator e sua relação com o cenário político brasileiro. O falecimento ocorreu em meio a repercussões sobre seu posicionamento público no passado.
O artista manteve filiação de longo tempo ao Partido Comunista, o que o levou a viver no exílio, na Bolívia, por motivos políticos. Em 2004, ainda em pleno primeiro ano de governo de Lula, ele manifestou apoio firme aoPetismo, destacando temor de retrocesso caso o governo não conseguisse manter a credibilidade conquistada.
Segundo declarações registradas na época, o ator elogiou a chance de o governo avançar na economia, mas criticou o que chamou de imobilismo e questionou o efeito do caso Waldomiro Diniz sobre a credibilidade da gestão. Mesmo assim, afirmou torcer para que Lula tivesse sucesso, considerando trágico entregar o governo aos conservadores.
Trajetória política
Condenou a decisão de Fernando Henrique Cardoso de se reeleger em 1998, classificando o segundo mandato como decepcionante e atribuindo a escolha a fatores pessoais do então presidente. Em 1998, o ator afirmou ter votado em Lula, apesar de manter admiração por Cardoso em outra etapa de sua vida pública.
Quatro anos antes, Juca já havia apoiado FHC na eleição para a prefeitura de São Paulo, em 1985. Em entrevistas da época, ele elogiou o primeiro mandato de Cardoso, descrevendo-o como representando uma geração que via seus ideais se perderem diante do poder. A trajetória política de Juca incluía ainda um encontro recente com o pai, marcado por conflitos familiares anteriores.
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