- Flávio Bolsonaro, em Natal, aposta mais em desgastar Lula pela segurança pública na pré-campanha no Nordeste.
- Ele disse que Lula “passa a mão na cabeça de bandidos” e afirmou que o PT defende libertar integrantes de facções e é contra a redução da maioridade penal.
- O tom também atacou o governo sobre a classificação de grupos como terroristas, defendendo uma linha alinhada a interesses dos Estados Unidos e criticando negociações do Itamaraty com assessores de Donald Trump.
- O senador garantiu que, se eleito, fará com que bandido “mofar na cadeia”, sem apresentar propostas ou mudanças legislativas detalhadas.
- No tema feminino, citou recordes de feminicídios para associar Lula a um cenário de violência contra mulheres, e declarou que “não tolera quem bate em mulher”, buscando se diferenciar do pai.
Pela primeira vez no Nordeste, Flávio Bolsonaro (PL) fez feição de candidato nacional ao falar em Natal, durante a pré-campanha à Presidência. O discurso priorizou ataques a Lula em vez de apresentar propostas para a região. A estratégia foi focalizada na segurança pública, apontada como tema relevante pelos eleitores.
O senador tentou associar Lula a políticas que, segundo ele, favoreceriam bandidos. Flávio afirmou que o PT defenderia solturas de integrantes de facções criminosas e seria contrário à redução da maioridade penal. Também citou a resistência de mudanças para classificar criminosos como terroristas, defendendo em tom de crítica uma postura semelhante à de modelos estrangeiros.
Ele criticou negociações do Itamaraty com assessores de Donald Trump e defendeu propostas com foco na repressão ao crime. Em discurso, o senador prometeu endurecer ações contra criminosos caso eleito, sem detalhar mudanças legislativas ou novas diretrizes operacionais para as polícias.
Paralelamente, o tema de segurança foi acompanhado por referências a casos de violência contra mulheres. O agrupamento de feminicídios no país tem registrados aumentos expressivos desde 2015, com números que vão de 535 no primeiro ano a 1.530 em 2025. A média atual é de 4,2 ocorrências diárias.
Flávio afirmou que não tolera violência contra mulheres, buscando justificar o foco na área de segurança como forma de atrair eleitorado feminino. A leitura do discurso também carrega a herança de falas associadas ao então ex-presidente Jair Bolsonaro, que apresentava tom contestado sobre mulheres.
O movimento ocorre em meio a uma série de ações de comunicação, conforme divulgado por fontes próximas ao senador. Em posts programados para março, Flávio tenta associar Lula a falas consideradas machistas, apresentando-se como alternativa mais moderada em comparação ao pai.
Aceno às mulheres
Em Natal, a atuação de Flávio visa ampliar o alcance entre o público feminino, explorando a percepção de que o tema da segurança pode influenciar a rejeição a governos anteriores. A campanha permanece sem divulgação de propostas específicas para políticas públicas de combate à violência.
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