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Vorcaro assina acordo de colaboração com PGR e PF, diz fonte

Vorcaro assina acordo de colaboração com PGR e PF, podendo implicar cargos altos do governo e do FGC, ampliando investigação sobre o Banco Master

Banqueiro deve detalhar o funcionamento interno do que as autoridades descrevem como um império fraudulento que teria afetado cerca de R$ 50 bilhões do FGC (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • Daniel Vorcaro assinou um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal, segundo a Bloomberg News.
  • O depoimento pode ampliar significativamente o alcance da investigação, envolvendo funcionários de alto escalão do governo e membros do Fundo Garantidor de Créditos.
  • O acordo prevê que Vorcaro detalhe o funcionamento de um suposto império fraudulento que afetaria cerca de R$ 50 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos.
  • As negociações começaram após sua prisão, em novembro, e ele foi detido pela segunda vez em 4 de março por risco de interferência nas investigações.
  • A defesa, a Polícia Federal, a PGR e o FGC não comentaram; após os depoimentos, a PF encaminhará os dados ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, para homologação.

Daniel Vorcaro assinou um acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal, segundo fonte familiarizada com o assunto ouvida pela Bloomberg News. O depoimento pode ampliar o alcance da investigação envolvendo o Banco Master.

O acordo envolve a PGR e a PF e pode implicar funcionários de alto escalão do governo e membros do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), conforme a fonte, que pediu anonimato.

Segundo o entendimento, Vorcaro detalhará o funcionamento de um suposto esquema fraudulento que afetou cerca de R$ 50 bilhões do FGC, incluindo datas, documentos e descrições de procedimentos de cooperação com agentes públicos.

A defesa de Vorcaro, a PF, a PGR e o FGC não comentaram o caso até o momento. As negociações tiveram início após a prisão inicial em novembro e a segunda detenção, em 4 de março.

A segunda prisão ocorreu por riscos de interferência na investigação e por evidências de suposta ameaça a um ex-funcionário e a um jornalista, conforme a fonte. Vorcaro nega irregularidades.

A equipe jurídica trabalha na definição dos termos do acordo, que pode prever tornozeleira eletrônica ou prisão domiciliar, conforme as negociações em curso na PF.

Após os depoimentos, a PF encaminhará os resultados ao ministro do STF, André Mendonça, para avaliação e homologação, conforme o procedimento previsto.

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