- Sônia Guajajara deixará o cargo de ministra dos Povos Indígenas para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo, com expectativa de o último dia à frente da pasta ser 30 de março.
- Uma possibilidade é que Eloy Terena, secretário-executivo da pasta, assuma o posto deixado pela ministra.
- Em conversa com o g1, Guajajara citou a demarcação de terras e a centralização da pauta indígena na política pública como parte do legado de sua gestão.
- O governo afirma que, nos três anos, o governo demarcou 20 terras indígenas, número superior ao da última década.
- O Ministério dos Povos Indígenas, criado em janeiro de 2023, visa levar a pauta indígena ao topo do Executivo, defendendo direitos de 1,7 milhão de pessoas e 305 etnias.
Sônia Guajajara deixará o Ministério dos Povos Indígenas para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo. A previsão é que seu último dia à frente da pasta seja 30 de março, conforme anúncio do governo. A decisão acompanha a agenda de candidatura da ministra em meio a mudanças no governo.
Ela destacou, em entrevista ao g1, o que considera o legado da gestão: a retomada da demarcação de terras, a retirada de invasores de territórios e a centralidade da pauta indígena no debate público e nas políticas públicas. A fala reforça o foco da pasta em questões indígenas.
Uma possibilidade para substituir Sônia é Eloy Terena, secretário-executivo da pasta e segundo na hierarquia. A ministra mencionou, em conversa com comunicadores em São Paulo, os desafios dos últimos três anos, incluindo a tensão com movimentos indígenas sobre as demarcações.
Possível substituição e contexto institucional
O tema de demarcação de terras envolve o STF e o Congresso, com empate entre decisões judiciais e aprovação de leis pelo Congresso. Em três anos, o governo federal afirma ter demarcado 20 terras indígenas, um volume superior ao da última década.
O Ministério dos Povos Indígenas foi criado em janeiro de 2023, no início do terceiro governo Lula, com a meta de elevar a pauta indígena ao topo da agenda do Executivo e assegurar direitos de 1,7 milhão de pessoas em 305 etnias. A gestão abrange políticas de demarcação e proteção de povos isolados.
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