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Saúde e Ipea discutem Índice de Vulnerabilidade para o SUS

Saúde e Ipea ampliam uso do IVS para leitura intramunicipal, cobrindo mais de 60% da população e fortalecendo decisões locais de saúde

Foto: Divulgação/MS
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  • Ministério da Saúde e Ipea realizaram um seminário nos dias 18 e 19 de março para debater o Índice de Vulnerabilidade Social e Ambiental e fortalecer o SUS.
  • O objetivo é incorporar determinantes ambientais, como mudanças climáticas, na formulação de políticas e criar uma rede de pesquisadores para apoiar a iniciativa.
  • O IVS já é usado no repasse de recursos da atenção primária, com a vulnerabilidade social dos municípios influenciando o financiamento.
  • O seminário destacou a expansão das Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH) para leitura intramunicipal, identificando desigualdades dentro das cidades.
  • A proposta pretende alcançar municípios com mais de cem mil habitantes e regiões metropolitanas, abrangendo mais de sessenta por cento da população, com oficinas e formação de rede nacional de pesquisadores.

Nos últimos dois dias, 18 e 19 de março, o Ministério da Saúde e o Ipea realizaram um seminário para debater o Índice de Vulnerabilidade Social e Ambiental e fortalecer o SUS. O objetivo é qualificar o uso de evidências na formulação de políticas públicas e incorporar determinantes ambientais à saúde, além de estruturar uma rede de pesquisadores.

O encontro tratou da ampliação do uso do IVS no financiamento da atenção primária, que já considera desigualdades municipais. A discussão enfatizou a necessidade de avaliar o impacto das mudanças climáticas na saúde para manter a cobertura adequada e orientar ações mais assertivas.

Diferenças dentro dos municípios

Foi destacado o avanço das Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH), com leitura intramunicipal dos dados censitários. A metodologia permitirá identificar desigualdades dentro das próprias cidades, superando análises apenas no nível municipal.

Essa leitura intramunicipal é vista como essencial pela diversidade brasileira e pelos contextos locais variados, segundo a presidente do Ipea, Luciana Servo. A capilaridade da atenção primária é destacada como fundamental para o desenvolvimento metodológico.

Abrangência e impactos da iniciativa

A expansão prevista alcança municípios com mais de 100 mil habitantes e regiões metropolitanas, atingindo mais de 60% da população. A expectativa é ampliar a compreensão de vulnerabilidades e orientar a localização de serviços e a organização de redes intersetoriais.

O seminário incluiu oficinas com instituições de pesquisa, planejamento e produção de dados, além da formação de uma rede nacional de pesquisadores para apoiar análises ao longo da cooperação entre o Ministério da Saúde e o Ipea. Participaram órgãos como AgSUS, Casa Civil, e ministérios vinculados.

Participação institucional

Representantes do Conass e de órgãos ligados aos Ministérios do Planejamento, Desenvolvimento e Assistência Social, Meio Ambiente e da Casa Civil compuseram o conjunto institucional do evento. A iniciativa ocorreu em parceria com a AgSUS para alinhamento de estratégias entre órgãos federais.

Laísa Queiroz, Ministério da Saúde

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