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Lula reúne ministros e figuras históricas do PT para coordenar campanha

Lula monta núcleo da coordenação de campanha com ministros e quadros históricos do PT, priorizando diálogo com estados, movimentos sociais e agronegócio

O ministro da Secom, Sidônio Palmeira e o presidente Lula (PT). Foto: Jose Cruz/Agência Brasil
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  • Lula monta a coordenação da campanha para o quarto mandato, com Edinho Silva como coordenador-geral ao lado de Sidônio Palmeira, que atua na Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Edinho será candidato a deputado federal por São Paulo.
  • Três ministros da Esplanada devem integrar a equipe: Wellington Dias, Guilherme Boulos e Carlos Fávaro, que não concorrerão a cargos neste ano. Boulos ficará com articulação com movimentos sociais, Fávaro com o agronegócio e o mercado financeiro, e Wellington com prefeitos e governadores.
  • Mônica Valente auxiliará Wellington Dias na relação com autoridades locais, incluindo o Foro de São Paulo.
  • Outros nomes participam da campanha, como Paulo Okamotto, responsável pelos comitês regionais populares, Gilberto Carvalho pela agenda de Lula e José Sergio Gabrielli pela revisão do plano de governo.
  • Na área de marketing, Raul Rabelo trabalhará com Sidônio Palmeira; há expectativa de participação de nomes ligados ao PSB e PSOL em áreas relevantes da disputa, com definição do time até o final de abril.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está montando a coordenação de sua campanha de reeleição. A ofensiva envolve nomes do PT e ministros da Esplanada para organizar a estratégia, diálogos com estados, movimentos sociais e o agronegócio. A definição ocorre a pouco mais de seis meses das eleições.

Edinho Silva será o coordenador-geral da campanha. Ele dividirá a função com Sidônio Palmeira, atual ministro da Secretaria de Comunicação Social. Edinho também é candidato a deputado federal por São Paulo.

Na Esplanada, três ministros permanecerão em seus cargos e não concorrerão a cargos eletivos: Wellington Dias, Guilherme Boulos e Carlos Fávaro. Dias cuida de Desenvolvimento e Assistência Social; Boulos da Secretaria-Geral do Governo; Fávaro da Agricultura e Pecuária.

O trio permanecerá nos cargos, mas terá atribuições voltadas ao apoio à campanha. Boulos ficará responsável pela articulação com movimentos sociais e partidos de esquerda menores. Fávaro manterá o diálogo com o agronegócio e o mercado financeiro. Wellington Dias gerenciará relações com prefeitos e governadores, com suporte de Mônica Valente.

Outros nomes devem assumir responsabilidades centrais na campanha. Paulo Okamotto, ex-presidente da Fundação Perseu Abramo, cuidará dos comitês regionais populares. Gilberto Carvalho ficará responsável pela formatação da agenda de Lula, enquanto José Sergio Gabrielli revisará o plano de governo.

A equipe de marketing terá Sidônio Palmeira ao lado do marqueteiro Raul Rabelo, que já atuou na campanha de 2022 e tem histórico com lideranças da Bahia. O conjunto técnico visa integrar atuação política, comunicação e mobilização de base.

Há também expectativa de movimentação de nomes ligados ao PSB e ao PSOL para áreas estratégicas da campanha. Carlos Siqueira e outras possíveis adjacências devem ser avaliados para compor a estrutura.

A reportagem confirma que Lula pretende definir todo o time até o final de abril. O objetivo é ampliar o diálogo com estados, movimentos sociais e o agronegócio para o ciclo da campanha.

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