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Haddad pode enfrentar Márcio França, aliado, na eleição para o governo de SP

PSB paulista discute palanque duplo em SP para Lula; Márcio França pode disputar o governo ao lado de Haddad e mirar acordo no segundo turno

Fernando Haddad e Márcio França
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  • Fernando Haddad já definiu a candidatura ao governo de São Paulo; o PSB paulista avalia abrir palanque duplo para apoiar Lula e lançar uma chapa própria.
  • A ideia é colocar o ministro Márcio França ao governo paulista, com mais liberdade para atacar o governador Tarcísio de Freitas, em busca de votos antipetistas.
  • Em cenário de segundo turno, França apoiaria Haddad e poderia mobilizar parte dos votos obtidos no estágio inicial da campanha.
  • França e Haddad são ministros de Lula e aliados em São Paulo; foram articuladores da chapa de Lula em 2022 com Geraldo Alckmin, então filiado ao PSB, na vice.
  • O PSB mira fortalecer a bancada local, com a possível filiação da ministra Simone Tebet ao partido para disputar o Senado, e outras candidaturas ao Senado ou à vice no conjunto Lula-Haddad.

Com a confirmação de Fernando Haddad (PT) como candidato ao governo de São Paulo, o PSB paulista avalia abrir um palanque duplo no Estado. A ideia é apoiar Haddad para a reeleição de Lula e lançar uma chapa própria ao governo.

A estratégia busca atrair o eleitor antipetista que, ao mesmo tempo, não pretende ver Tarcísio de Freitas (Republicanos) no Palácio dos Bandeirantes. A segunda opção ampliaria o leque de alianças no interior e na capital.

Ministros de Lula que atuam em São Paulo, como Márcio França, são indicados como potenciais protagonistas desse cenário. França já foi vice de Geraldo Alckmin e governou de forma tampão em 2018.

Cenários e atores envolvidos

França é apontado como possível candidato ao governo, com uma campanha que tenha maior espaço para ataques sem restrições. A ele caberia articular votos antipetistas, que poderiam não avançar com Haddad, mas também não apoiariam Tarcísio.

O objetivo do PSB nacional é fortalecer a presença em São Paulo, incluindo a possível filiação da ministra Simone Tebet ao partido para disputar o Senado. Tebet tem sinalizado disposição para mudar o domicílio eleitoral.

A aliança entre Tebet e Lula ainda depende de decisões sobre filiação e cargos. O MDB, hoje aliado de Tarcísio no estado, complica o quadro ao manter apoio ao atual governador.

Dutos e próximos passos

Caso Tebet se filie, pode entrar na cota pessoal de Lula se mantiver filiação ao PSB, com o partido buscando outra vaga ao Senado ou a vice na chapa de Haddad. Outro nome cotado para o Senado lulista é Marina Silva, da Rede, que pode avaliar convites de PT, PSB, PV e PSOL.

Se França optar por concorrer ao governo sem se associar diretamente a Haddad, o eixo principal do PSB pode sofrer readequação e abrir caminho para novas alianças. O cenário está em aberto, com mais candidatos do que vagas.

O que resta acompanhar

A definição de candidaturas e alianças dependerá de movimentos internos de Lula e das siglas envolvidas. A expectativa é de que os desdobramentos sejam traçados ao longo das próximas semanas, com impactos regionais relevantes para a corrida paulista.

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