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Gabbard questiona urnas em Porto Rico e teoria venezuelana

Testemunho de Gabbard levanta dúvidas sobre atuação de procurador em Porto Rico e relação com teoria venezuelana sobre 2020

Tulsi Gabbard, director of national intelligence, testifies before a House committee intelligence hearing on 19 March 2026.
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  • A diretora de inteligência nacional, Tulsi Gabbard, disse que máquinas de votação foram apreendidas a pedido do escritório do procurador dos EUA em Porto Rico.
  • O procurador de Porto Rico tem sido alvo de apoiadores de Donald Trump que tentam reativar a teoria conspiratória que liga a Venezuela às eleições de 2020.
  • A teoria afirma que Nicolás Maduro controlava as máquinas eletrônicas globalmente e manipulou resultados em 2020; uma decisão de 2023 rejeitou a acusação envolvendo a Dominion Voting e a Venezuela.
  • Dois defensores da teoria, Gary Berntsen e Martin Rodil, teriam informado o escritório do procurador e o ODNI em 2025; o ODNI disse que as informações foram fornecidas voluntariamente e não influenciaram a avaliação sobre Porto Rico.
  • Gabbard explicou que a apreensão visava apurar vulnerabilidades eleitorais; Porto Rico não possui votos presidenciais, mas suas eleições locais sofreram falhas de transmissão de resultados.

A diretora de inteligência nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, afirmou em depoimento que máquinas de votação foram apreendidas no território de Puerto Rico a pedido do escritório do procurador local. A ação ocorre em meio a questionamentos sobre vínculos com teorias da conspiração que associam Venezuela ao resultado da eleição de 2020.

Segundo investigações e reportagens, o procurador distrital de Puerto Rico tem sido alvo de defensores de Trump que tentam reacender a teoria de fraude eleitoral envolvendo Venezuela e máquinas de votação. A teoria sustenta que Nicolás Maduro controlou sistemas de votação globalmente para favorecer a derrota de Trump, o que não encontrou respaldo jurídico.

O episódio envolve também a avaliação de vulnerabilidades dos equipamentos. Gabbard disse que a apreensão visava apurar possíveis brechas que poderiam ter sido exploradas, sem confirmar qualquer relação com eleições específicas. A avaliação foi realizada no contexto de um relatório anual de ameaças globais.

O teor da discussão ganhou força após a divulgação de contatos entre o escritório do procurador e dois ex-funcionários ligados à teoria venezuelana. Eles teriam informado que a investigação incidia sobre tecnologia chinesa e não sobre suposta conexão com Venezuela, segundo mensagens obtidas pela imprensa.

O procurador W Stephen Muldrow não comentou o assunto para esta reportagem. Um dos ex-colaboradores, Gary Berntsen, reforçou, em mensagem, que a curiosidade não era apenas sobre tecnologia venezuelana, mas sobre novas evidências encontradas, sem detalhar.

Durante a audiência no Congresso, Gabbard defendeu a avaliação como uma diligência válida para apurar possíveis vulnerabilidades. Não houve indicação de que a ODNI esteja conduzindo investigações sobre a teoria venezuelana.

Puerto Rico, território sem votos presidenciais, já teve falhas no processamento de resultados em eleições locais, exigindo métodos alternativos para transmissão dos resultados. O caso, contudo, não está vinculado aos pleitos nacionais.

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