- O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) critics as medidas do governo Lula para conter a alta dos combustíveis, apontando aumento de impostos em meio à crise internacional provocada pela guerra no Irã.
- Ele citou a desoneração dos impostos federais PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) como potencial agravante da economia, além de criticar a criação de um imposto de exportação sobre o petróleo de 12%.
- Segundo o parlamentar, a medida representa intervenção no mercado e não resolve o problema da alta dos preços, especialmente diante de contratos já assinados e demandas não atendidas.
- O governo aposta que taxar exportações aumenta a oferta interna de petróleo e incentiva as refinarias a ampliar a produção; em 2025 as exportações brasileiras de petróleo somaram US$ 44,6 bilhões.
- Flávio também mencionou a relação do governo com os caminhoneiros e declarou que o aumento do diesel nas refinarias, promovido pela Petrobras, anulou os efeitos do alívio tributário; citou seguir linha econômica parecida com a de Jair Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou as medidas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conter a alta dos combustíveis. Ele aponta aumento de impostos durante a crise internacional provocada pela guerra no Irã e teme que a desoneração do PIS e Cofins agrave a situação econômica e gere insegurança no setor. O parecer foi feito durante evento empresarial no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (19).
O parlamentar disse que a criação de um imposto de exportação sobre o petróleo, em torno de 12%, seria uma intervenção no mercado e não resolve o problema dos preços. Segundo ele, contratos já assinados e demandas não atendidas não justificam a medida. O governo sustenta que a taxação das exportações deve ampliar a oferta interna e estimular refinarias, reduzindo preços.
A defesa do governo para a prática de exportação inclui a expectativa de que a medida aumente a produção nacional de petróleo e derivados. Em 2025, as exportações brasileiras somaram US$ 44,6 bilhões, conforme dados oficiais citados pela gestão federal.
Impactos sobre caminhoneiros e custos
Flávio Bolsonaro criticou ainda a relação do governo com a categoria de caminhoneiros, que temia uma nova paralisação em razão do aumento de custos. O parlamentar afirmou que o reajuste do diesel nas refinarias, promovido pela Petrobras, reduz o efeito de medidas de alívio tributário anunciadas previamente.
Perspectiva econômica e atuação futura
O senador projetou que, em caso de sua eventual atuação como presidente, adotaria linha econômica parecida com a de seu pai, Jair Bolsonaro. Entre as prioridades, citou controle de gastos, redução da carga tributária e equilíbrio fiscal, enfatizando que as despesas devem ser encaixadas no orçamento e a meta é gastar menos do que se arrecada.
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