- O senador Flávio Bolsonaro defendeu a castração química para estupradores e a redução da maioridade penal para 14 anos em crimes hediondos, durante palestra no Rio promovida pelo grupo Lide.
- Ele afirmou que adolescentes nessa faixa etária já possuem consciência de seus atos e citou eficácia em países europeus, onde mais de 90% dos criminosos não reincidem após o procedimento.
- Flávio destacou o PL Anti-Facção e disse que a sanção presidencial pode reduzir a reincidência e estancar a “porta giratória” do sistema penal.
- O evento contou com a participação do secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, e o senador associou segurança pública à economia, mencionando impactos da insegurança jurídica em investimentos e empregos.
- O parlamentar criticou o governo federal, questionando a viabilidade de vetos a medidas de endurecimento penal, e indicou apoio a Sergio Moro para o governo do Paraná, conforme reportagem da revista Oeste.
O senador Flávio Bolsonaro defendeu, na quinta-feira, 19 de março, a castração química para estupradores e a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos. A declaração ocorreu durante palestra sobre segurança pública no Rio de Janeiro, em evento promovido pelo grupo Lide.
Flávio destacou que adolescentes nessa faixa etária já têm consciência de seus atos e citou a castração química como medida eficaz, mencionando que, em alguns países europeus, a reincidência diminuiu significativamente após o procedimento. O tema foi apresentado durante a fala do senador, que também defendeu ações para reduzir a reincidência.
O evento foi conduzido pelo secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi. Na oportunidade, o congressista mencionou a necessidade de sanção presidencial ao PL Anti-Facção, argumento central para estancar a chamada porta giratória do sistema penal, visando facilitar o trabalho das polícias.
Detalhes do discurso e impactos
Flávio associou segurança pública ao ambiente econômico, apontando que a insegurança jurídica e criminal impacta investimentos, empregos e desenvolvimento. Ele citou regiões dominadas pelo crime organizado como exemplo de entraves ao crescimento, com cobranças de taxas ilegais e controle territorial.
Durante o ato, o senador criticou o presidente Lula, destacando riscos de veto a propostas de endurecimento penal e afirmando que o chefe do Executivo tem até 24 de março para decidir sancionar ou vetar. O tom foi de alerta quanto a possíveis desdobramentos políticos.
Flávio também questionou a condução da política federal e posicionamentos sobre tecnologia, segundo relatos apresentados à imprensa. O discurso abordou ainda articulações políticas no Paraná, com apoio declarado à eventual candidatura do senador Sergio Moro ao governo do estado, conforme informações da revista Oeste.
Segundo a fala de Flávio, o apoio a Moro foi decidido após ouvir que Ratinho Junior deverá disputar a Presidência. O senador afirmou que Moro concorrerá pelo PL com o suporte do grupo.
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