- A Câmara dos Lords (House of Lords) está atrasando o projeto de legalização da morte assistida no Reino Unido, que pode acabar sem votação.
- A deputada Kim Leadbeater participou de protesto em frente ao parlamento, junto de pessoas em situação terminal e enlutadas, marcando dois anos da morte de Paola Marra.
- O projeto, de membros privados, enfrenta atraso após terem sido apresentados cerca de 1.200 emendas pelos Lords, o que pode levar à rejeição sem votação.
- O protesto ocorreu enquanto o número de residentes britânicos que buscaram morte assistida em Dignitas, Suíça, subiu para 43 em 2025, o maior desde 2016, segundo dados divulgados.
- Leadbeater afirmou que o texto é “extremamente bem elaborado” e pediu continuidade do debate, destacando apoio público ao tema.
A deputada Kim Leadbeater participou de um protesto em frente ao Parlamento britânico, criticando a demora na votação de um projeto sobre a possibilidade de suicídio assistido na Inglaterra e no País de Gales. A manifestação ocorreu na sexta-feira, alinhada com a segunda lembrança da morte de Paola Marra, defensora da causa.
Leadbeater afirmou que o atraso, causado pela quantidade de emendas apresentadas ao texto na Câmara dos Lordes, pode levar à derrota do projeto sem voto. A deputada de Spen Valley disse que muitos parlamentares já mostraram apoio ao texto, mas ficaram irritados com a mobilização de emendas.
O protesto, organizado pela campanha Dignity in Dying, reuniu mais de uma dúzia de pessoas com familiares terminais ou falecidos em Dignitas, na Suíça. Além de Leadbeater, estiveram presentes familiares e apoiadores que lembraram casos pessoais.
Contexto do debate
O projeto de lei, dirigido a Inglaterra e País de Gales, tramita com apenas três sessões restantes antes da análise do discurso do rei. A oposição teme que a pressão de emendas possa ampliar riscos para pessoas vulneráveis.
Representantes dos apoiadores afirmam que a lei seria bem redigida e manteria salvaguardas. O líder trabalhista no Senado, Lord Falconer, criticou a tática de alguns pares e pediu debate e votação responsável.
Carregando placas em memória de entes queridos, os manifestantes destacaram casos de quem optou por viajar a Dignitas para encerrar a vida. Entre eles estavam familiares de pessoas que enfrentaram dificuldades com o atual marco regulatório.
Perspectivas e próximos passos
Familiares destacaram que a viagem a Dignitas envolve decisões difíceis e custos emocionais. Eles ressaltaram que muitos apoiam a mudança legal para ampliar opções de cuidado no fim de vida. A discussão segue sem data definida para votação.
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