- Guilherme Boulos reagiu a uma nota de dissidência da Revolução Solidária, que afirma que ele deixaria o PSOL para ir ao PT.
- Boulos classificou a carta como apócrifa e disse que o grupo se apequenou, chamando o texto de oportunista e desesperado.
- A Revolução Solidária afirmou que Boulos, MTST e núcleo dirigente do movimento sairiam do PSOL rumo ao PT, em nota circulada nos grupos do partido.
- Aliados de Boulos negam a saída e dizem tratar-se de mentira divulgada por uma ala do PSOL; afirmam que ele não deixará a sigla.
- No PSOL, o diretório nacional rejeitou, em março, a federação com o PT para 2026 e manteve a aposta na aliança com a Rede Sustentabilidade.
O ministro Guilherme Boulos reagiu a uma dissidência da Revolução Solidária, vertente do PSOL, que afirmou que ele deixaria o partido em direção ao PT. Boulos classificou a carta como apócrifa, chamou o movimento de apequenado e atribuiu ao texto oportunismo e desespero. A reação foi divulgada ao Estadão/Broadcast.
A nota circula entre membros do PSOL e sustenta que Boulos, ligado ao MTST, comunicou aos aliados a saída da sigla na noite de quinta-feira, 19. Segundo o grupo, parlamentares e pré-candidatos do PSOL seriam pressionados a acompanhar o ex-ministro.
Aliados de Boulos contestam a versão, afirmando que se trata de mentira disseminada por uma ala do PSOL. Eles desafiaram quem diz ter ouvido a declaração diretamente do ministro, negando a saída do partido.
Contexto político no PSOL
Filiado desde 2018, Boulos ocupou a Secretaria-Geral da Presidência em outubro de 2025, substituindo Márcio Macêdo (PT). A nomeação gerou resistência interna no PSOL. O tema da federação para 2026 também repercute no partido.
No dia 7 de março, o diretório nacional rejeitou a federação com o PT por 47 a 15. A Revolução Solidária, defensora da aliança, ficou em posição de destaque diante da mudança. A sigla optou pela renovação da federação com a Rede Sustentabilidade.
Entre na conversa da comunidade