Em Alta NotíciasFutebolBrasileconomiaPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

As falhas das previsões de guerra

Novo livro questiona previsões de vitória em guerras, defendendo métrica abrangente que inclui fatores sociopolíticos para entender quem vence

A book cover with a beige background and red text and borders.
0:00
Carregando...
0:00
  • O livro War and Power: Who Wins Wars—and Why, de Phillips Payson O’Brien, defende medir o poder militar de forma mais holística, indo além de armas e número de soldados.
  • O’Brien revisita previsões de vitória rápida, destacando que muitos subestimaram a Ucrânia e superestimaram a Rússia em 2022.
  • O texto aponta falhas de análises que desconsideram fatores sociopolíticos, liderança, cultura estratégica e o contexto amplo das guerras.
  • Propõe o conceito de “full-spectrum power” e critica o realismo por depender excessivamente do poder duro, lembrando que poder material é essencial, mas não suficiente.
  • Compara Estados Unidos e China, enfatizando diferenças econômicas, modelos políticos, experiência de combate e alianças, e discute cenários de conflito e métricas pré-conflito.

The livro War and Power: Who Wins Wars—and Why, de Phillips Payson O’Brien, discute como guerras são vencidas e por que. O lançamento recente surge em meio a tensões internacionais, com conflitos entre grandes potências em foco.

PublicAffairs publicará a obra de 288 páginas, com preço de 30 dólares, em outubro de 2025. O’Brien é professor de estudos estratégicos na University of St Andrews, na Escócia.

O autor aponta a tendência de overestimate da força russa em 2022 e a subestimada capacidade da Ucrânia. O livro analisa como previsões de guerra costumam falhar quando não consideram fatores não bélicos.

A obra defende uma abordagem mais holística para medir o poder militar, incluindo fatores políticos, econômicos e culturais. Segundo o autor, esses elementos moldam o resultado de conflitos.

Segundo, O’Brien critica a dependência de jogos de guerra centrados em batalhas. Ele enfatiza que guerras se desenrolam em contextos amplos, nem sempre previsíveis a partir de ações isoladas.

O texto questiona o papel da política interna, liderança, coesão social e vontade de lutar na avaliação da capacidade bélica. O’Brien sustenta que o poder militar depende do poder total do estado.

Além disso, o autor contesta o uso determinista da teoria da balança de poder pela escola realista. Ele propõe reflexões sobre métodos de medir poder que vão além de capacidades materiais.

O livro propõe o conceito de “poder de espectro completo” como forma de mapear capacidades militares e não militares de um estado, inclusive em domínios híbridos.

O’Brien também analisa falhas de tentativas de mudança de regime, destacando a invasão do Iraque em 2003 e a guerra no Afeganistão. Ele argumenta que campanhas desse tipo tendem a gerar instabilidade regional.

Outro foco é a comparação entre Estados Unidos e China. A obra avalia forças, fraquezas e modelos econômicos distintos, com consequências diferentes em guerras curtas e longas.

Segundo o livro, o modelo econômico dos EUA favorece tecnologia avançada, enquanto a China pode produzir em maior escala. Em conflitos, isso pode favorecer diferentes fases de uma guerra.

O autor aponta que o sistema político democrático dos EUA pode ajudar na mobilização interna, contrastando com regime autoritário chinês. Mantém, porém, cautela com instabilidade interna nos EUA.

O’Brien também comenta a experiência militar: os EUA possuem mais prática no preparo para guerra, enquanto a China tem menos experiência recente. A experiência afeta a eficácia em operações modernas.

A obra discute ainda a aliança dos EUA na região Ásia-Pacífico, cuja coesão pode influenciar o curso de um eventual conflito com a China. A perda de alianças seria uma fraqueza para Washington.

Resumo: o livro sustenta que tecnologia, liderança, comando e experiência dos EUA podem conferir vantagem inicial frente à China, com vantagem tendendo a se inverter em guerras prolongadas.

Outro ponto central é a diferenciação entre batalhas e guerras, destacando que um conflito sino-americano tende a ser mais limitado no mar do que uma guerra ampla. O’Brien reforça a necessidade de dados variados para decisões.

Ao longo da leitura, o autor defende que gestores devem consultar diversas fontes e especialistas antes de recorrer à guerra. A obra alerta para informações incompletas em democracias e regimes autocráticos.

O livro também discute o papel da construção de sistemas de informação governamentais, sob risco de alimentar decisões baseadas em dados enviesados ou incompletos.

A obra encerra com um alerta: previsões sobre capacidades militares podem levar a decisões precipitas. O’Brien sugere cautela e uso de métricas amplas antes de qualquer escalada.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais