- A equipe de transição de Donald Trump teria tentado influenciar a decisão de Keir Starmer sobre a nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos EUA, pedindo que a substituta Karen Pierce permanecesse no posto.
- A negativa a Mandelson foi comunicada durante reunião em dezembro de 2024, em Palm Beach, e posteriormente a Starmer foi informado sobre a posição da equipe de transição.
- Susie Wiles, chefe de gabinete de Trump, segundo uma fonte, via Mandelson como arrogante e rude com membros da equipe, contribuindo para a resistência à nomeação.
- Mandelson acabou demitido nove meses após a investida inicial, após surgirem relatos sobre ligações com Jeffrey Epstein e o repasse de informações sensíveis quando era ministro de negócios.
- Outros desdobramentos do dia incluem um momento tenso entre Trump e o primeiro-ministro do Japão durante reunião na Casa Branca, com reações sobre o papel do Japão em operações militares no exterior.
Donald Trump e a nomeação de embaixador nos EUA
O time de transição de Donald Trump teria atuado para obstruir a nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos, conforme veicula a imprensa. A tentativa ocorreu durante a decisão do governo do Reino Unido sobre o posto, enquanto Keir Starmer era primeiro-ministro.
Segundo a reportagem, os assessores do presidente teriam indicado ao assessor de Segurança Nacional do Reino Unido e ex-chefe de gabinete, Morgan McSweeney, em mais de uma ocasião, que preferiam que a nomeação do antecessor Karen Pierce permanecesse no cargo. A comunicação ocorreu numa reunião em Palm Beach, em dezembro de 2024, e foi reiterada ainda no mesmo mês.
Entre os motivos citados, haveria críticas a Mandelson, descrito por uma fonte próxima ao presidente como alguém arrogante e rude com a equipe. Susie Wiles, chefe de gabinete de Trump, é citada como insatisfeita com a escolha. Mandelson acabou sendo demitido após nove meses no posto, em função de novas informações sobre vínculos com Jeffrey Epstein, registrado como violador de menores.
Desdobramentos sobre Mandelson e Epstein
Novos documentos divulgados em fevereiro mostraram que Mandelson repassava informações a Epstein quando era secretário de Estado e também tratava de informações sensíveis de mercado, contribuindo para a abertura de investigações criminais.
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