- A administração Trump abriu nova ação contra a Harvard, em Massachusetts, alegando violação de direitos civis de judeus e israelenses após a guerra em Gaza.
- O processo afirma que a universidade permitiu protestos anti-Israel no campus “com impunidade” após o ataque de Hamas em 2023.
- A ação cita relatos de estudantes judeus e israelenses, que teriam sido barrados de instalações educacionais, assediados e agredidos.
- Se bem-sucedida, a ação pode bloquear até nove bilhões de dólares em futuras subvenções e abrir possibilidade de recuperar recursos já concedidos.
- Harvard já havia counter-suado a administração, e a universidade disse que continuará defendendo sua independência acadêmica e o cumprimento da lei.
A administração de Donald Trump ajuizou novamente contra a Universidade de Harvard, em Massachusetts, acusando a instituição de violar direitos civis de judeus e israelenses após a guerra em Gaza. O processo foi apresentado na Justiça federal, na sexta-feira, e contesta políticas que, segundo a acusação, permitiram protestos anti-Israel com impunidade.
O documento judicial, de 44 páginas, afirma que Harvard aplica regras mais rigorosas a outros tipos de preconceito, porém tolera manifestações pró-Palestina que ocorreu entre 2024 e 2025. A ação sustenta ainda que estudantes judeus e israelenses enfrentaram assédio e impedimentos de acesso a instalações educacionais.
A peça citada aponta que, por temer pela segurança, muitos alunos usaram bonés para esconder kipás ou evitar locais visados. A forma de resposta da universidade, segundo o processo, teria sido insuficiente. O tribunal é o da região de Massachusetts.
Implicações financeiras e legais
A acusação busca que Harvard seja considerado em violação do Título VI, que proíbe discriminação com base em raça, cor ou origem nacional em atividades com financiamento federal. Se vencida, a universidade pode perder até US$ 9 bilhões em futuras bolsas de pesquisa.
Antes, Trump já havia pressionado Harvard por supostas ligações com ações afirmativas e por não atender a diretrizes do governo. Em 2025, a Justiça federal anulou parte de cortes de financiamento ligados a divergências com a política de diversidade da instituição.
Harvard sustenta que não renunciará à sua independência acadêmica nem aos seus direitos constitucionais. A instituição afirmou estar ciente de obrigações legais e manterá o combate ao ódio com urgência, conforme divulgado em nota.
Contexto e próximos passos
O campus de Harvard já enfrentou controvérsias com ações do governo federal envolvendo financiamento de pesquisas. A administração anterior também moveu ações legais em relação a decisões de admissão e programas de diversidade.
A universidade consultou assessoria jurídica para responder às acusações, enquanto autoridades continuam analisando as implicações do caso. As partes não divulgaram comentários adicionais neste momento.
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