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Umberto Bossi, fundador da Liga Norte, morre aos 84 anos

Morre Umberto Bossi, fundador da Liga do Norte, que impulsionou a autonomia do norte e influenciou a política italiana, mesmo após condenação por fraude

Italy's Northern League former leader Bossi addresses the audience during the Northern League rally in Bergamo
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  • Umberto Bossi morreu na quinta-feira, aos 84 anos, em um hospital de Varese, no norte da Itália; a causa não foi divulgada.
  • Fundador da Liga Norte, em 1989, ele defendeu a autonomia do norte da Itália e ficou conhecido pelo tom direto e por críticas a Roma.
  • Mantinha laços com Silvio Berlusconi, formando alianças que levaram ao poder em 2001 e novamente em 2007; deixou a Liga em 2012 após denúncias de desvio de dinheiro.
  • Foi condenado por fraude em 2017, a pena de dois anos e três meses de prisão, mas o veredicto foi anulado em 2019 por prescrição; recebeu 16 meses de prisão suspensa por insultar a bandeira italiana.
  • Bossi sofreu um derrame em 2004, voltou à vida pública com discurso vigoroso, e foi reeleito ao Senado em 2018, atuando pouco depois por problemas cardíacos.

Umberto Bossi, fundador da Liga do Norte e figura central da política italiana, morreu aos 84 anos, nesta quinta-feira, em um hospital de Varese, no norte da Itália. A causa da morte não foi divulgada pela família nem pelo partido, segundo fontes próximas citadas pela imprensa.

Bossi ficou conhecido pela voz contundente e pelo discurso separatista, defendendo a independência do norte do país. Em 1989, criou a Liga Lombarda, que mais tarde se tornou a Liga do Norte, buscando canalizar o descontentamento de contribuintes da região mais rica para a política nacional.

Ao longo da carreira, Bossi foi uma referência no movimento de direita, desafiando a ordem política italiana com falas diretas e ataques a estruturas do Estado. Em 1994, estabeleceu uma aliança estratégica com Silvio Berlusconi, impulsionando o ingresso do empresário no governo. A partir de 2001, a parceria levou o bloco a governar novamente.

O líder populista ficou conhecido pela iconografia de gravataолera e pelo uso de um colete, além de uma retórica vehemente contra o que chamava de Rome e o establishment. As críticas incluíram críticas duras à gestão de imigrantes e à União Europeia, com propostas duras de controle de fronteiras.

Em 2012, Bossi deixou a chefia da Liga após enfrentamentos internos e alegações de irregularidades com recursos do partido. Em 2017, foi condenado por fraude, recebendo uma pena de dois anos e três meses. A condenação foi anulada em 2019 por prescrição.

Mesmo afastado da linha de frente, Bossi manteve influência entre apoiadores da Liga. Em 2018 foi reeleito para o Senado, embora sua atuação tenha sido reduzida por problemas cardíacos que se acentuaram em 2019.

Ao longo da trajetória, Bossi liderou a defesa de uma pauta de maior autonomia para as regiões do Norte, mesmo com mudanças posteriores na estratégia do partido. Nas últimas décadas, a Liga evoluiu para uma força nacional sob a liderança de Matteo Salvini, que sucedeu aos métodos de Bossi de forma distinta.

O legado político de Bossi permanece controverso. Enquanto seus apoiadores o viam como defensor das regiões do Norte, críticos apontam retórica agressiva e confrontos com instituições. A família e o partido ainda não divulgaram detalhes sobre rituais ou homenagens.

O falecimento ocorre em meio a debates sobre o papel de figuras históricas da política italiana na formação de coalizões de governo e na orientação de políticas de imigração e soberania nacional. A Liga do Norte divulgou nota de respeito, sem entrar em detalhes sobre o luto ou próximos passos político-institucionais.

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