- O Kremlin condenou o que chamou de intensificação de ataques ucranianos a estagões de compressores de gás da Gazprom que atendem aos gasodutos TurkStream e Blue Stream.
- Segundo a Gazprom, ataques a três estagões de compressão aumentaram nesta semana, porém todos foram repelidos.
- Os dois gasodutos levam gás da Rússia pelo Mar Negro até a Turquia, de onde parte é bombeado para países europeus, incluindo Hungria, Eslováquia e Sérvia.
- São as últimas rotas de gasoduto russas que abastecem a Europa, em meio a altas de preços em função do conflito no Oriente Médio.
- Não houve comentário imediato da Ucrânia; a Rússia também tem atacado alvos energéticos ucranianos, como a rede elétrica, em retaliação ao conflito.
O Kremlin acusou nesta quinta-feira um “aumento” dos ataques ucranianos a estações de compressão de gás da Gazprom que atendem aos dutos TurkStream e Blue Stream. Alega que os incidentes ameaçam infraestrutura crítica e rotas energéticas internacionais.
A Gazprom reportou queda no ritmo dos ataques a três estações de compressão, que alimentam os dois gasodutos. Segundo a empresa, as ofensivas aumentaram nesta semana, mas todas foram repelidas com sucesso.
Os dutos TurkStream e Blue Stream transportam gás russo pelo Mar Negro para a Turquia, de onde parte é enviado a países europeus como Hungria, Eslováquia e Sérvia. Hoje, são as últimas rotas de gás da Rússia para a Europa, em meio a preços elevados.
Contexto energético
O Kremlin afirmou que os ataques elevam a instabilidade já existente nos mercados de energia, agravada pela deterioração do cenário no Médio Oriente. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que as ações representam uma ameaça a mercados energéticos em um momento de “desestabilização extrema”.
A operadora também destacou que as ações ucranianas visam interromper o fluxo de receita para Moscou, sem comentar sobre uma resposta específica. Em várias ocasiões anteriores, a Ucrânia já atacou infraestruturas energéticas russas como retaliação ao conflito.
A defesa russa informou que as forças militares trabalham para neutralizar a ameaça e manter o funcionamento das rotas de exportação. Observadores destacam que o aumento de incidentes pode impactar com mais intensidade o fornecimento europeu de gás neste trimestre.
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