- O presidente da Assembleia Nacional do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, centraliza o poder em Teerã conforme ataques de Israel e dos Estados Unidos atingem a liderança iraniana.
- Com poucos dirigentes proeminentes restantes, ele atua como elo entre política, segurança e clero.
- Qalibaf é ex-comandante dos Guardas Revolucionários, foi prefeito de Teerã e chefe da polícia, além de ter sido candidato à presidência.
- Após a morte do líder supremo Ali Khamenei, ele tem defendido retaliação firme contra Israel e os EUA, prometendo golpes devastadores.
- Apesar da linha dura, é visto como modernizador e pragmático; já disputou a presidência em duas ocasiões (2013 e 2024) e voltou ao parlamento em 2020 como presidente da casa.
Mohammad Baqer Qalibaf, presidente da Assembleia iraniana, assume papel cada vez mais central em Teerã, à medida que ataques de Israel e dos EUA atingem a liderança do país. A ofensiva começou há quase três semanas, após a morte do líder supremo Khamenei. O momento é decisivo para o desfecho político iraniano.
Com menos figuras de peso ainda ativas, o ex-comandante dos Guardas Revolucionários, prefeito de Teerã, ex-chefe da polícia e candidato presidencial tornou-se um elo entre os poderes político, de segurança e clerical.
Qalibaf temrore bravamente rejeitado o que chamou de agressões estrangeiras, prometendo retaliação aos responsáveis pelos ataques. A postura dura dele acompanha seu histórico de linha firme e, ao mesmo tempo, de pragmatismo nas propostas de modernização das instituições.
Trajetória e papel central
Nascido em Torqabeh, em 1961, Qalibaf entrou nos Guardas Revolucionários durante a década de 1980 e chegou a chefiar a força aérea. Também esteve à frente da polícia, adotando medidas de endurecimento durante as manifestações de rua.
Como prefeito de Teerã, liderou 12 anos de gestão e é creditado por conter distúrbios depois das eleições de 2009. Em 2020, foi eleito para o parlamento e, no mesmo ano, tornou-se presidente da Câmara.
Sua influência aparece em meio a uma mobilização pela liderança, com o delicado equilíbrio entre a liderança clerical e as forças de segurança. A situação atual coloca Qalibaf como peça-chave na resposta do regime.
Fonte: Reuters
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