- Fabiana Bolsonaro (PL) é alvo de duas representações por quebra de decoro na Alesp após usar blackface no plenário e atacar Érika Hilton (PSOL-SP).
- Representações foram protocoladas por 19 deputados de diversos partidos, e outra pela bancada do PSOL; a Alesp possui 94 deputados.
- Os documentos afirmam que o discurso foi racista e transfóbico, questionando o gênero de Hilton e desumanizando um grupo.
- Além disso, há investigações no Ministério Público Federal e um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil; Fabiana afirmou que sua fala foi distorcida.
- Trechos indicam desqualificação de mulheres trans em espaços de poder; Fabiana disse ter feito um “experimento social” e a sessão foi encaminhada à presidência.
Fabiana Bolsonaro, deputada estadual pelo PL, é alvo de representação por quebra de decoro na Alesp após um episódio envolvendo o uso de blackface no plenário. A defesa e a acusação contestam ações e intenções, com desdobramentos no âmbito do Parlamento paulista.
Dois grupos apresentaram pedidos distintos de cassação. Um envolve 19 deputados de diferentes siglas, e o outro é assinado pela bancada do PSOL na Casa. A Alesp conta com 94 membros, o que amplia o alcance das acusações sobre conduta ofensiva.
O caso ocorreu na sessão de ontem, quando Fabiana se pintou de marrom durante o discurso para criticar a eleição de Érika Hilton para presidir a Comissão dos Direitos da Mulher. Serviu como apontamento central para as representações por suposta violação de dignidade humana.
Críticas apontam que a fala trouxe elementos de desumanização e reforçou preconceitos. Em trechos do debate, houve menções à atuação de pessoas trans em espaços de poder, o que, segundo os demandantes, configura discriminação com base em orientação sexual e identidade de gênero, conforme entendimento do STF.
Parlamentares do PSOL também acionaram o Ministério Público Federal por racismo e transfobia, com notícias-crime, enquanto outra deputada registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Ameaças de suspensão da sessão e de censura surgiram durante o debate.
Fabiana afirmou, nas redes sociais, que houve distorção de suas falas e defendeu uma interpretação de representatividade para diferentes grupos. A fala ocorreu dentro do plenário, em meio a uma discussão sobre a legitimidade de lideranças femininas e trans no parlamento.
Contexto histórico do blackface é lembrado por assessorias: trata-se de prática associada a ridicularização de negros e à desumanização de pessoas negras, com raízes em espetáculos discriminatórios do século passado. A repercussão atual envolve responsabilização política, jurídica e social.
Disputa jurídica e institucional permanece em curso, com tramitação no Conselho de Ética da Alesp e possíveis encaminhamentos ao Ministério Público e à Polícia Civil. A definição de eventual sanção dependerá de análise detalhada dos fatos e do conjunto de provas apresentados.
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