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Partidos na Alesp pedem cassação de deputada do PL por blackface na tribuna

Deputada Fabiana Bolsonaro é alvo de cassação no Conselho de Ética da Alesp após blackface e ataque a Érika Hilton, com denúncias de racismo e transfobia

18.mar.2026 - Fabiana Bolsonaro (PL) faz 'blackface' no plenário da Alesp
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  • Fabiana Bolsonaro (PL) é alvo de duas representações por quebra de decoro na Alesp após usar blackface no plenário e atacar Érika Hilton (PSOL-SP).
  • Representações foram protocoladas por 19 deputados de diversos partidos, e outra pela bancada do PSOL; a Alesp possui 94 deputados.
  • Os documentos afirmam que o discurso foi racista e transfóbico, questionando o gênero de Hilton e desumanizando um grupo.
  • Além disso, há investigações no Ministério Público Federal e um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil; Fabiana afirmou que sua fala foi distorcida.
  • Trechos indicam desqualificação de mulheres trans em espaços de poder; Fabiana disse ter feito um “experimento social” e a sessão foi encaminhada à presidência.

Fabiana Bolsonaro, deputada estadual pelo PL, é alvo de representação por quebra de decoro na Alesp após um episódio envolvendo o uso de blackface no plenário. A defesa e a acusação contestam ações e intenções, com desdobramentos no âmbito do Parlamento paulista.

Dois grupos apresentaram pedidos distintos de cassação. Um envolve 19 deputados de diferentes siglas, e o outro é assinado pela bancada do PSOL na Casa. A Alesp conta com 94 membros, o que amplia o alcance das acusações sobre conduta ofensiva.

O caso ocorreu na sessão de ontem, quando Fabiana se pintou de marrom durante o discurso para criticar a eleição de Érika Hilton para presidir a Comissão dos Direitos da Mulher. Serviu como apontamento central para as representações por suposta violação de dignidade humana.

Críticas apontam que a fala trouxe elementos de desumanização e reforçou preconceitos. Em trechos do debate, houve menções à atuação de pessoas trans em espaços de poder, o que, segundo os demandantes, configura discriminação com base em orientação sexual e identidade de gênero, conforme entendimento do STF.

Parlamentares do PSOL também acionaram o Ministério Público Federal por racismo e transfobia, com notícias-crime, enquanto outra deputada registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Ameaças de suspensão da sessão e de censura surgiram durante o debate.

Fabiana afirmou, nas redes sociais, que houve distorção de suas falas e defendeu uma interpretação de representatividade para diferentes grupos. A fala ocorreu dentro do plenário, em meio a uma discussão sobre a legitimidade de lideranças femininas e trans no parlamento.

Contexto histórico do blackface é lembrado por assessorias: trata-se de prática associada a ridicularização de negros e à desumanização de pessoas negras, com raízes em espetáculos discriminatórios do século passado. A repercussão atual envolve responsabilização política, jurídica e social.

Disputa jurídica e institucional permanece em curso, com tramitação no Conselho de Ética da Alesp e possíveis encaminhamentos ao Ministério Público e à Polícia Civil. A definição de eventual sanção dependerá de análise detalhada dos fatos e do conjunto de provas apresentados.

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