- O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, continua bloqueando o empréstimo de € 90 bilhões para a Ucrânia até que o oleoduto Druzhba, que envia petróleo russo via Ucrânia, seja reparado.
- Zelenskyy pediu à União Europeia que mantenha a promessa de financiar a Ucrânia e que haja solução para o atraso do empréstimo.
- A União Europeia pressiona outros líderes para aprovar o empréstimo, enquanto Orbán destaca que “se não houver petróleo, não há dinheiro”.
- A Comissão Europeia informou que há fundos e apoio técnico para restabelecer o fluxo de petróleo russo para Hungria e Eslováquia, em meio ao impasse.
- A disputa ocorre às vésperas do conselho europeu que se prepara para discutir a situação, em meio a eleições em abril na Hungria, em que Orbán enfrenta desafio principal de Péter Magyar.
Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, mantém o veto ao empréstimo de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, travando o pacote em meio a disputa sobre um oleoduto. A condição é que o oleoduto Druzhba, que leva petróleo russo para a Hungria via Ucrânia, seja reparado para liberar os recursos.
A outros líderes da UE pressionam para desbloquear o financiamento, especialmente com eleições próximas na Hungria. Zelenskyy pediu respostas da UE e afirmou que reconhece o esforço para reparar a infraestrutura e manter o fluxo de ajuda.
Orbán disse ter reiterado a seu colega Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, que a posição não muda. Em Madrid, Zelenskyy pediu que a UE cumpra a promessa de crédito para defesa e orçamento, com a Ucrânia afirmando estar trabalhando para reparar o dano no gasoduto.
Desdobramentos e posições
A UE mantém o argumento de que não há alternativa ao acordo já firmado, sem planos B ou C, para o empréstimo. Diplomatas dizem que a liberação depende da garantia de continuidade do suprimento de petróleo via Druzhba.
Costa recebeu Orbán em ligação e reiterou a necessidade de cumprir o que foi acordado na cúpula. A expectativa de desembolso inicial aponta para inicio de abril, conforme rascunho divulgado após o encontro.
A Hungria, ao lado da Eslováquia, também trava a quarta rodada de sanções contra a Rússia, previstas para marcar o quarto aniversário da invasão. O tema compõe o ambiente da cúpula de Bruxelas, que aborda ainda a competitividade europeia.
Entre na conversa da comunidade