- Nigel Farage interrompeu a aceitação de pedidos no Cameo e sua página aparece como “indisponível” nesta quinta-feira, após a publicação de uma investigação do Guardian.
- A apuração aponta mais de 4.300 clipes gravados desde que ele entrou no Cameo, em abril de 2021, incluindo vídeos com slogans extremistas e apoio a um evento neo-nazi.
- Farage já faturou mais de £ 370 mil com esses vídeos; o último vídeo produzido na quarta-feira teve venda de £ 155 e, na manhã de quinta, não era mais possível comprar novos.
- Em entrevista à ITN, Farage afirmou que não comentaria a controvérsia e acusou o Guardian de ter obtido material ilegalmente, o que a publicação nega.
- Um porta-voz do Guardian News and Media disse que não houve obtenção ilegal de dados e que os vídeos estavam públicos no site.
Nigel Farage, líder do Reform UK, interrompeu a atividade no Cameo, plataforma de vídeos personalizados, após revelações de uma investigação do Guardian sobre o uso da ferramenta. A página dele ficou marcada como indisponível na quinta-feira pela manhã, com a fonte destacando preocupações de segurança.
A apuração do Guardian revelou que Farage gravou mais de 4.300 vídeos desde que entrou no Cameo, em abril de 2021. Os clipes incluíram apoiamento a um rioter condenado, repetição de slogans extremistas, e endosso a um evento de ultradireita. Outros vídeos mencionaram teorias da conspiração antissemitas e comentários misóginos.
Influência financeira e últimas atividades
Farage já faturou mais de £370 mil com vídeos no Cameo. O último conteúdo produzido por ele foi na quarta-feira de manhã, com uma mensagem de felicitação a apoiadores, de 32 segundos, vendida por £155. Na quinta, ficou impossibilitada a compra de novos vídeos.
Reação e declarações do exilero político
Em entrevista pela ITN, Farage recusou comentar o assunto e afirma não aprovar o uso de material obtido de forma inadequada. Ele acusou o Guardian de ter obtido ilegalmente conteúdos, uma alegação contestada pela imprensa que divulgou que os vídeos estavam disponíveis publicamente na plataforma.
Contexto e posicionamento da assessoria
A assessoria de Farage informou que os vídeos não representam discurso político ou atividade de campanha e que, com milhares de gravações, erros podem ocorrer. Alega que o uso do Cameo foi feito de boa fé e sem conhecimento detalhado sobre todos os indivíduos retratados.
Reações da imprensa e temas controversos
A reportagem do Guardian também destacou vídeos que defendiam um grupo neonazista, apoiavam a libertação de uma artista risonhosa envolvida em polêmicas, além de apoiar criptomoedas que depois sofreram quedas. A plataforma removou alguns conteúdos após a divulgação.
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