- Haddad deve confirmar hoje que disputará o governo de São Paulo, fortalecendo a campanha de Lula no maior estado do país.
- Mesmo sinalizando saída do ministério da Fazenda neste ano, o ex-ministro pode concorrer para apoiar Lula; o vice‑governador Dario Durigan deve assumir a pasta na ausência dele.
- A corrida em São Paulo é considerada difícil, com o governador reeleito Tarcísio de Freitas em vantagem nas pesquisas.
- Durante a gestão na Fazenda, Haddad promoveu reformas de impostos ao consumo, criou um novo arcabouço fiscal e alterou a cobrança do imposto de renda, entre outras medidas.
- O cenário político também é impactado por choque no preço do petróleo e inflação, fatores que afetam as estratégias fiscais e eleitorais.
O ministro da Economia, Fernando Haddad, deve confirmar nesta quinta-feira que disputará o governo de São Paulo. A candidatura colocaria Lula da Silva ao lado de um aliado estratégico na campanha neste ano no maior estado do país.
Haddad, 63 anos, sinalizou no fim de 2025 que deixaria o ministério este ano para aconselhar Lula na reeleição. O cenário para o chefe do Executivo tornou-se mais complexo, segundo pesquisas, com possível segundo turno contra Flávio Bolsonaro.
Ele deve participar de um ato do Partido dos Trabalhadores em São Paulo, no sindicato da cidade, às 19h, horário local. O provável substituto de Haddad na Fazenda seria o atual subchefe Dario Durigan, conforme previsões de mercado.
Contexto político e cenário eleitoral
Lula enfrenta um ambiente mais desafiador, com choque de preços do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio, que pode bagunçar a inflação. Haddad lidera desempenho eleitoral que tende a ser mais exigente para vencer Tarcísio de Freitas.
Pesquisas mostram o atual governador de São Paulo com vantagem, fortalecida por sua relação com o grupo de Bolsonaro. A esquerda vê na candidatura de Haddad uma estratégia para ampliar votos no estado-chave para a eleição presidencial.
Trajetória de Haddad e políticas implementadas
Como ministro, Haddad promoveu a reforma de impostos de consumo e um novo arcabouço fiscal para reequilibrar as contas públicas. Também houve ajustes na cobrança de imposto de renda e medidas climáticas de financiamento.
Críticas apontam aumento da dívida pública impulsionado por juros e gastos. Haddad elevou tributos sobre crédito corporativo, transações de câmbio e imports, defendendo receitas adicionais sem reduzir gastos.
Entre na conversa da comunidade