- A defesa afirma que Martha Graeff ficou em estado de choque e depressão após tomar conhecimento das investigações ligadas à operação Carbono Oculto envolvendo o ex-noivo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
- Segundo o advogado, Martha conhecia apenas a face pública e bilionária de Vorcaro; as revelações mostraram uma realidade que desconhecia e indicam supostos planos de transferência de bens não comprovados.
- A defesa diz que Vorcaro usava informações para valorizar a imagem perante a então noiva, e que a relação ocorreu sob uma narrativa que Martha desconhecia e agora é alvo de apuração.
- Sobre diálogos envolvendo autoridades e uma suposta chamada de vídeo com o ministro Alexandre de Moraes, Constantino sustenta que a divulgação de intimidade é inadequada e que o depoimento depende de investigação séria e dacoes de sigilo.
- A defesa alega que Martha não recebeu bens de Vorcaro, mora de aluguel e teve patrimônio adquirido ao longo de 20 anos de carreira; questiona a convocação pela CPI por possível prejuízo de provas.
Martha Graeff afirma ter sido surpreendida pela dimensão das investigações e se sentiu enganada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A defesa sustenta que a modelo vivia um estado de choque após a prisão do empresário, o que teria abalado emocionalmente a atriz.
O advogado Lúcio de Constantino afirmou que Martha conhecia apenas a face pública e milionária de Vorcaro. Segundo ele, as revelações da Operação Carbono Oculto trouxeram uma realidade desconhecida para a modelo.
Constantino também afirmou que, segundo relatos da época, Martha começou a acompanhar o que ocorria publicamente apenas por estar namorando um homem influente no sistema financeiro. Ele destacou que a comunicação entre eles pode ter sintonizado uma necessária percepção de risco.
A defesa pondera que as mensagens em que Vorcaro prometia recursos e ostentava poder parecem refletir uma tentativa de valorizar a imagem diante da então noiva, sugerindo que isso não configuraria participação direta de Martha nos atos investigados.
Contexto e impactos
A defesa descreve a relação como violenta à privacidade da modelo, que viu detalhes de sua intimidade expostos no âmbito da operação. A defesa sustenta que Martha era receptora de histórias que, na visão deles, pertencem a um contexto investigado.
O advogado também questionou diálogos envolvendo autoridades e uma chamada de vídeo com o ministro Alexandre de Moraes, destacando que a divulgação dessas mensagens íntimas prejudica o depoimento. Segundo ele, a seriedade da investigação não pode se apoiar na exposição de dados privados.
Convocação pela CPI
Sobre a aprovação da convocação de Martha Graeff pela CPI do Crime Organizado, Constantino afirmou que o depoimento pode ter validade jurídica abalada devido a mensagens que teriam sido vedadas. Ele ressaltou que Martha era, segundo a defesa, apenas namorada de alguém que se apresentava como bilionário, sem indícios de irregularidades comprovadas.
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